Força Nacional começa a treinar atuação em favela do Rio

Integrantes da Força Nacional de Segurança (FNS) iniciaram nesta segunda um treinamento na Favela Tavares Bastos, no bairro do Catete (zona sul), para atuar em áreas de risco do Rio. Enquanto simulavam operações na comunidade, onde não há tráfico de drogas, os soldados receberam orientação dos policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) sobre como proceder nos morros da cidade. No total, 128 homens do FNS, divididos em quatro grupos, fazem o curso, cuja primeira fase terminará quinta-feira. Cada equipe terá um dia inteiro para treinar, informou o coordenador de treinamento da Força, major Ricardo Soares, do Bope. Eles vão aprender técnicas de progressão em regiões perigosas, abordagem, emprego da arma - no caso, um fuzil - e de contato com a população que mora em comunidades carentes. "O trabalho inicial é de ambientação e avaliação. Os soldados que não estiverem aptos, infelizmente terão que retornar ao Centro de Formação e Aperfeiçoamento dos Praças (Cefap) e fazer outro tipo de serviço", afirmou o coordenador. Segundo ele, o atual contingente passa pelo mesmo treinamento feito em 2005. Na época, no entanto, o curso durou quatro meses e reuniu 600 integrantes da Força. Durante a simulação feita na favela, que serve de cenário para a novela Vidas Opostas, da Record, instrutores do Bope orientaram e anotaram os erros e acertos da primeira equipe, formada por 32 policiais. "Depois da etapa inicial de preparação, os eles vão ser levados para um ambiente com um pouco mais de risco. Para atuar conosco, têm que estar completamente integrados." O major do Bope acredita que, em duas ou três semanas, os policiais da Força estarão aptos a "fazer qualquer tipo de operação nas favelas do Rio", mas não sabe quando eles entrarão em ação. "Aí depende do planejamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado." Exército O Comando Militar do Leste (CML) informou hoje que militares estão reforçando a segurança no entorno de suas unidades no Grande Rio há 15 dias. Segundo o CML, o esquema se dá "por meio de patrulhamento ostensivo a pé e motorizado, nas vias urbanas e logradouros públicos que caracterizam o perímetro externo" dos quartéis. Não foram divulgadas informações mais detalhadas sobre a extensão do "perímetro", apenas que "no caso do patrulhamento motorizado, será observado o sentido de mão e contramão das vias", "obrigando a um afastamento maior", "em alguns casos". O governador Sergio Cabral Filho pediu que as Forças Armadas guardassem as redondezas de seus quartéis no início de janeiro, como forma de ajudar a Secretaria de Segurança no combate à criminalidade. Colaborou Roberta Pennafort Conteúdo atualizado às 19h20

Agencia Estado,

05 Fevereiro 2007 | 15h46

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