Força Nacional de Segurança agirá sob comando fluminense

A Força Nacional de Segurança vai agir sob o comando do governo fluminense, garantiram nesta terça-feira os secretários nacional e estadual de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa e José Mariano Beltrame. Eles passaram a tropa em revista junto com o governador Sérgio Cabral Filho, depois que os policiais se apresentaram formalmente ao governador. A cerimônia ocorreu no Centro de Aperfeiçoamento e Formação de Praças da PM, onde estão concentrados os 465 homens e 37 mulheres (PMs e bombeiros) vindos de todo o País."Coordenamos o esforço de articulação, jamais a operação. Prova disso é que eu estou indo embora e o controle operacional passa ao secretário estadual", afirmou Corrêa. "A autonomia operacional é do Estado que solicitou a operação", ressaltou Beltrame. A Força Nacional de Segurança (FNS) tem um comandante próprio, coronel Aurélio Ferreira, mas agirá sob coordenação da Secretaria Estadual de Segurança Pública. Ambos os secretários fizeram questão de frisar o espírito de cooperação e integração. Corrêa lembrou que a FNS "não é uma tropa federal, é uma tropa federativa, que representa a cooperação com os Estados na luta contra o crime organizado. Os secretários esclareceram que a Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, regulamentando o papel da Força, não altera o que já havia sido acordado.Comandante da Força, Ferreira disse que na quinta-feira os integrantes já estarão prontos para agir; já o governador afirmou que "nesses dois dias (quarta e quinta-feira) eles vão seguir em treinamento específico e, na sexta-feira, estarão de prontidão."Área de atuaçãoEmbora a Secretaria de Segurança tenha anunciado que atuaria em 19 pontos das divisas do Estado do Rio, nesta terça-feira o subsecretário de planejamento operacional, Roberto Sá, admitiu que este número pode ser modificado com as novas informações recebidas das polícias Rodoviária Federal e da Militar. As informações foram recebidas em reunião operacional com representantes de todos os órgãos que irão participar da Operação Divisa Integrada."Os 19 pontos já foram utilizados em operações da Polícia Militar. Mas recebemos novas informações que iremos tratá-las de forma estratégica o que poderá aumentar ou diminuir este número de pontos", esclareceu.Para ele, toda a divisa será considerada "crítica" e, enquanto esta operação estiver sendo feita nas estradas, haverá também um reforço na vigilância da costa marítima e nos aeroportos e aeroclubes do Estado. "A vigilância na costa marítima e nos aeroportos e aeroclubes eles já fazem permanentemente e, num momento como este de união de todos, eles vão certamente reforçar estas atuações na área de aeroportos, da baía de Guanabara e no mar. É uma medida que já foi dita pelos comandantes militares que irá ser feita", afirmouSá garantiu também uma total integração entre os diversos órgãos encarregados da operação. "Esta questão da integração está muito bem trabalhada em todos os níveis da hierarquia das administrações estadual, federal e municipal. Não há vaidade neste momento".A Força Nacional utilizará 52 veículos nas operações, além de pistolas ponto 40, fuzis 556 e armas não-letais. A tropa, que reúne policiais militares e bombeiros de patentes que vão de soldado a capitão, foi criada em 2004 e já entrou em operação três vezes - duas no Espírito Santo e uma no Mato Grosso do Sul.

Agencia Estado,

16 de janeiro de 2007 | 22h46

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