Força Nacional faz segurança em jogo no Maracanã

A Força Nacional de Segurança (FNS), que atua no Rio desde o início do ano, foi empregada na tarde deste sábado, 24, pela primeira vez na segurança de um jogo de futebol e contou com cerca de 55 homens para o patrulhamento. A pedido da Secretaria de Segurança do Rio, o patrulhamento foi realizado dentro do Maracanã e nas proximidades do estádio, em auxílio à Polícia Militar do Estado, durante o jogo entre Flamengo e Vasco pela semifinal da Taça Guanabara. O objetivo do reforço é dar aos agentes da FNS uma espécie de treinamento para os Jogos Pan-Americanos, que serão realizados em julho. "A FNs está fazendo um intercâmbio prático operacional conosco. O trabalho deles é exemplar, perfeito, muito profissional", elogiou o major Marcelo Pessoa, comandante do Grupamento Especial de Policiamento do Estado (GEPE) da PM, responsável pelo policiamento no Maracanã. Convocada pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) no início de seu mandato para reforçar a segurança depois da onda de ataques criminosos do final de dezembro, a Força Nacional atua nas divisas do Estado e dá suporte a ações da PM. Treinada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio, a FNS já fez a contenção, por exemplo, de conflitos em favelas como a do Complexo do Alemão. Pouco antes do jogo houve um tumulto envolvendo torcedores do Vasco em São Cristóvão, na zona norte. Quatro pessoas foram baleadas no meio de uma briga entre os vascaínos que se dirigiam ao Maracanã e estavam reunidos em frente ao estádio de São Januário. A confusão teria começado com a insatisfação de alguns torcedores com a falta de ingressos para o clássico de ontem na sede do Vasco. Pelo menos duas pessoas foram levadas para o Hospital Souza Aguiar com ferimentos provocados por arma de fogo. Uma delas seria um rapaz de 27 anos atingido na cabeça. A outra seria uma vendedora ambulante, atingida no braço por uma bala perdida. Duas outras vítimas, não identificadas, foram levadas para clínicas particulares da região. Testemunhas prestaram depoimento na delegacia de São Cristóvão (17ºDP).

Agencia Estado,

25 Fevereiro 2007 | 18h54

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