Agência Brasil
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Força Nacional inicia operação em Porto Alegre na manhã desta terça

Agentes, que vieram do Rio de Janeiro, desembarcaram na cidade acompanhados de 30 viaturas e portando armamento como fuzis 5.56 e pistolas .40

Lucas Azevedo, Especial para o Estado

30 de agosto de 2016 | 07h00

PORTO ALEGRE - PORTO ALEGRE - A estreia da Força Nacional no patrulhamento das ruas de Porto Alegre foi tranquila. Até a noite dessa terça-feira, nenhuma ocorrência grave foi registrada. Os 136 agentes que desembarcaram na cidade no último domingo estão atuando na Operação Avante, da Brigada Militar. O objetivo é aumentar a sensação de segurança e combater o crime organizado.

Os agentes da Força Nacional foram colocados em diversos pontos da capital para exercer o policiamento ostensivo. Um dos locais foi o Colégio Salesiano Dom Bosco, na zona norte, onde, na última quinta-feira, Cristine Fagundes, de 44 anos, foi morta em uma tentativa de assalto enquanto esperava o filho. Pela cidade, motoristas e pedestres saudaram a chegada do reforço com cumprimentos.

Ainda pela manhã, policiais militares acompanhados dos agentes fizeram uma incursão em um ponto de alto índice de violência, no Morro Santa Teresa, zona sul da cidade. Momentos antes, um corpo foi encontrado alvejado por tiros de pistola. O homem, que tinha antecedentes criminais por tráfico, teria sido morto na guerra de facções, avaliou a polícia. Os policiais ingressaram na região apelidado de Buraco Quente atrás de suspeitos. Ninguém foi preso. 

A Força Nacional deve ficar até 90 dias no RS. Entretanto, o convênio com o governo federal pode ser prolongado, conforme necessidade. "Não há tempo de permanência (delimitado). No mínimo três meses", explicou o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Alfeu Freitas.

O envio dos soldados foi aprovado pelo presidente interino Michel Temer depois de pedido feito pessoalmente pelo governador do RS, José Ivo Sartori, nessa sexta-feira. A solicitação de auxílio foi realizada após a tentativa de latrocínio que culminou com a morte de Cristine. Nesta terça,  Rafael Santa Helena, o último suspeito do crime que estava foragido, se apresentou à polícia. Os outros presos são Tiago Oliveira da Silva, de 30 anos, e Fabrício Farias, de 20.  

 

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