Força Nacional no RJ não vai ter comando do governo federal

O secretário Nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, e o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, negaram que a Força Nacional de Segurança (FNS) será comandada pela União. Ambos afirmaram que a FNS tem comando próprio - o coronel Aurélio Ferreira Rodrigues é o comandante da Força Nacional -, mas que atua sob determinação do governo do Estado, que aponta as necessidades do combate à criminalidade.Eles participaram nesta terça-feira, junto com o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), de uma cerimônia em que a tropa, formada por 500 policiais militares de todo País, além de bombeiros, foi passada em revista. CustoO governo federal vai ter um custo de R$ 60 mil por dia para manter em atuação a Força Nacional de Segurança no Estado, apenas com o pagamento de diárias dos soldados. O valor fazem parte de uma remuneração adicional de cerca de R$ 120 reais extras pagos a funcionários públicos por cada dia que o servidor fica fora do Estado quando está em serviço.Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, o governo federal também arcará com as despesas de transporte da tropa de Brasília ao Rio de Janeiro. Parte do efetivo chegou em um avião da Força Aérea e outra parte trouxe os 52 veículos que serão usados pela força no estado.Até os Jogos Pan-Americanos, que acontecem em julho de 2007, na cidade do Rio de Janeiro, o efetivo da Força Nacional no Estado chegará a 6 mil homens. Nesse período, os gastos com diárias chegarão a quase R$ 750 mil.Além dos gastos com as diárias, que serão custeados pelo Fundo Nacional de Segurança Pública, os soldados da Força Nacional terão direito a indenização, no valor de R$ 100 mil, no caso de invalidez incapacitante para o trabalho. O mesmo valor será pago aos familiares no caso de morte.A previsão da Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro é que os soldados comecem a atuar nas divisas do Estado até o final desta semana. Ater lá, eles receberão instruções e treinamento no Centro de Aperfeiçoamento de Policiais Militares do Rio de Janeiro (Cefap). De acordo com o Ministério da Justiça, já foram gastos R$ 19 milhões com a Força, desde a sua criação em 2004.

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