Força Nacional ocupa presídio de Campo Grande

Cerca de 200 homens da Força Nacional e Segurança Pública ocuparam Presídio Estadual de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde mais de 1.200 presos se rebelaram em maio e destruíram praticamente todas as instalações. Os detentos se rebelaram durante a onda de rebeliões que começou em São Paulo, por ordem do Primeiro Comando da Capital (PCC). A rebelião já foi controlada, mas como o presídio ficou destruído, não há condições de segurança para os agentes penitenciários trabalharem e as visitas estão suspensas. O próprio trabalho de recuperação do presídio estava prejudicado por causa da falta de segurança.O pedido da presença da Força Nacional foi feito pelo governador Zeca do PT ao governo federal, há duas semanas, diante da dificuldade em conter o clima de tensão no sistema penitenciário estadual, dominado pelo PCC. Mas a Força, que chegou na última quarta-feira, teve que fazer inicialmente um trabalho de ambientação na cidade para apenas hoje conseguir entrar no presídio. Os soldados entraram munidos de armamento pesado, equipamento antimotim, bombas de gás, além de levaram cães. Eles ocuparam todos os pavilhões do complexo penitenciário. Os detentos foram tomados de surpresa e não ofereceram resistência. Cinqüenta líderes da facção criminosa já foram transferidos nos últimos dias para cidade da Naviraí, mas o PCC escolheu substitutos e a situação continua tensa, com o risco de novas rebeliões. O objetivo da Força Nacional, que não tem data para deixar a cidade, é eliminar a cadeia de comando do PCC.

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