Força Sindical insiste em salário mínimo de R$ 580

A negociação em torno do salário mínimo para 2010 está longe de chegar ao fim. Apesar de a proposta orçamentária prever um mínimo de R$ 540, o governo já admite a possibilidade de chegar aos R$ 550. As centrais sindicais dizem que não aceitam esse aumento e continuarão defendendo R$ 580. Hoje, ele é de R$ 510.

Edna Simão / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2010 | 00h00

Nesta semana, os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Carlos Eduardo Gabas (Previdência) se reúnem para debater com as centrais sindicais, além do relator-geral do Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF), para prosseguir o debate. O deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, afirmou que o valor de R$ 580 é para ser negociado.

"Mas não dá para ser R$ 550. Se tiver dificuldade para negociar um valor maior, vou insistir na minha emenda para que o mínimo chegue a R$ 580", avisou Paulinho. "O governo colocou a pior pessoa para negociar", reclamou o deputado, referindo-se ao ministro Paulo Bernardo.

O aumento real do mínimo é um compromisso da presidente eleita, Dilma Rousseff. Além disso, o presidente Lula não quer sair sem deixar um ganho acima da inflação para os trabalhadores. O problema é que, quanto maior o reajuste, mais despesas terão de ser cortadas. Para cada R$ 1 a mais no mínimo, as despesas com benefícios previdenciários e assistenciais vinculados ao piso nacional aumentam em R$ 286,4 milhões, segundo cálculos do Planejamento.

Transição. O senador Gim Argello incorporou ao relatório do orçamento uma novidade: a equipe de transição poderá apresentar emendas para 2011. "Será um canal direto entre o relator e a equipe de transição para incluir propostas prioritárias."

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