Força Sindical protesta contra IPTU progressivo

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse hoje durante protesto contra o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) progressivo, realizado no bairro da Mooca, zona leste, não acreditar que a isenção do imposto a 1,6 milhão de paulistanos vá incrementar a economia do município. "Não somos contra a isenção, mas as pessoas que a receberem não vão contribuir para a economia porque a diferença é muito pequena. Já as empresas, que vão ter o valor do IPTU aumentado em até 1,8% podem demitir em massa ou até mesmo falir, porque não vão conseguir pagar o imposto", disse Paulinho. A manifestação reuniu 500 metalúrgicos, segundo estimativa da Polícia Militar. Para os organizdores do evento, 4 mil pessoas participaram do ato.Paulinho citou como exemplo o Shopping Light, localizado no centro da cidade. "O shopping provavelmente vai fechar. Hoje, o IPTU do centro comercial é de R$ 350 mil e será ampliado para mais de R$ 1 milhão", alegou o líder sindical. Outro exemplo, citado por ele é o da fábrica de chuveiros Lorenzetti. "A companhia pagou R$ 250 mil de IPTU este ano e, se a medida for aprovada em 2002, passará a pagar R$ 765 mil".Segundo Paulinho, o setor que mais sofrerá com a mudança é aquele formado por pequenas empresas. "Estes estabelecimentos, assim como o comércio, geram mais de 70% dos empregos no município. Com o aumento do imposto predial, vão aliviar o gasto enxugando a folha de pagamento", argumentou.Até que a proposta seja votada, a Central vai continuar fazendo pressão, segundo ele. "Na semana passada fomos até a Câmara protestar e a partir de agora a conversa será feita individualmente com cada vereador", afirmou Paulinho.O presidente da Força disse ter apoiado Marta Suplicy para Prefeitura apenas para que seu concorrente, Paulo Maluf, não ganhasse as eleições. "Eu apoiei a Marta mesmo contra a vontade de alguns dirigentes da Central, mas a atuação dela vem sendo pior do que o eu imaginava", alega. Ele aproveitou o protesto para pedir à prefeita que reduzisse o Imposto Sobre Serviços (ISS) do município, atualmente de 5%. "Cidades vizinhas a São Paulo, como São Bernardo do Campo, têm o ISS muito menor que o da Capital. Por este motivo as empresas também estão indo embora da cidade e com elas, o emprego", afirmou.O protesto organizado pela Força atinge, segundo os organizadores, 45 mil metalúrgicos de 50 empresas da capital. Eles paralisaram as atividades das companhias por uma hora esta manhã. No caso das empresas instaladas na Mooca, como Lorenzetti, Matarazzo e Arno, entre outras, a manifestação durou das 8h00 às 9h30. Nesta tarde, a Central Única de Trabalhadores (CUT) também fará um protesto, só que a favor do IPTU progressivo. O ato, que terá o apoio de diferentes bancadas partidárias, será realizado na frente da Câmara Municipal. "É lamentável a direção que a CUT está tomando" diz Paulinho.

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