Força tarefa aponta 10 suspeitos das mortes dos fiscais

O relatório preliminar feito pela força tarefa que atua em Unaí na apuração da morte dos três auditores fiscais e do motorista do Ministério do Trabalho, ocorrido na semana passada, relacionou 10 nomes de pessoas consideradas fortes suspeitas pelos assassinatos. Todos eles, segundo fontes da PF, tiveram contatos e desavenças com os fiscais ou foram autuados pelos mesmos. A maioria é de fazendeiros e agenciadores de mão-de-obra, os chamados gatos. Hoje devem ser divulgados os laudos periciais feitos nos corpos e no local do crime.Hoje, o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, afirmou que todas as testemunhas que se sentirem ameaçadas receberãoproteção da Polícia Federal. Entre elas está Elba Soares da Silva, viúva do fiscal Nelson José da Silva, assassinado junto com seus colegas Erastósteles de Almeida Gonçalves e João Batista Soares, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira. Algumas pessoas que tiveram algum tipo de contato com Oliveira, que ainda sobreviveu e morreu à caminho do hospital, foram ouvidas pela PF e estão se sentindo ameaçadas.Lacerda não quis estipular um prazo para encontrar os matadores e o suposto mandante, mas garantiu que o crime não ficaráimpune. "Estamos procurando encurtar etapas. Não existe crime insolúvel e este, com certeza, não será", disse o diretor-geral da PF. Lacerda explicou que, depois da realização de diligencias após o crime, a PF passou a se dedicar ao trabalho deinteligência, com critérios mais definidos.A Polícia Federal também confirma que não eram apenasdois os pistoleiros, mas haveriam outras pessoas. "Eram mais de dois. Três, possivelmente", afirma Lacerda, confirmando queum projétil encontrado no local poderá identificar um dos matadores. A PF vai confrontar o projétil com outro encontrado com um pistoleiro que teria participado de uma chacina semelhante e que já teria sido identificado. O exame de balística deverá ser concluído na próxima semana, segundo investigadores que trabalham no caso.Amanhã, funcionários e fiscais do Ministério do Trabalho deverão fazer uma manifestação em frente ao Fórum de Unaí, onde a forçatarefa está trabalhando. Eles pedem justiça para a morte dos colegas e maior proteção ao trabalho que desenvolvem.

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