Força Tarefa apreende US$ 1 milhão em produtos ilegais

Os integrantes da Força Tarefa Municipal ficaram eufóricos com a divulgação do balanço da primeira operação de apreensão de mercadorias contrabandeadas ou pirateadas, realizada hoje na região central de São Paulo. Foram mobilizadas 500 pessoas, entre policiais, funcionários municipais, promotores públicos e agentes de fiscalização. No final da tarde, o depósito da Administração Regional da Sé, com quase mil metros quadrados, estava praticamente lotado. Os produtos apreendidos estão estimados em US$ 1 milhão. "Foi a primeira vez na história que uma operação desse porte foi feita na nossa cidade. E ela foi coroada de êxito", disse o ouvidor-geral do município e coordenador da iniciativa, Benedito Mariano. A ação da força tarefa foi centrada em dois prédios - nas ruas Barão de Duprat e Carlos de Souza Nazaré - onde foram investigados 200 apartamentos. Os prédios foram denunciados pelo JT em reportagem publicada na última terça-feira. "A reportagem do JT coincidiu com as investigações que a polícia vem fazendo há alguns meses", revelou Mariano.Segundo a polícia, os depósitos que existiam nos dois prédios podem ser de pessoas ligada a Máfia Chinesa. "Esses locais eram utilizados como depósitos e chegamos a encontrar uma central telefônica que servia para fazer encomendas dos camelôs", afirmou o diretor do DEIC, delegado Godofredo Bittencourt.Segundo o promotor José Carlos Blat, muitas mercadorias não foram levadas porque os proprietários conseguiram provar a sua procedência. "Algumas mercadorias que apreendemos os proprietários disseram que tinham as notas, mas não as apresentaram. Esperamos até o final da tarde e eles não apareceram. Tenho quase certeza de que 98% das mercadorias que apreendemos são fruto de operações ilícitas", revelou Blat. Segundo ele, se os proprietários apresentarem as notas comprovando a procedência dos produtos, eles poderão retirar as mercadorias na Administração Regional da Sé.A destinação dos produtos apreendidos ainda não está definida. A Justiça é quem vai decidir se as mercadorias vão ser leiloadas ou destruídas. Entre os pacotes estavam brinquedos, bebidas, cigarros, produtos eletroeletrônicos, guarda-chuvas e sapatos."Estou pedindo que integrantes da Guarda-Civil façam patrulhamento ostensivo na região para intensificar a fiscalização e proibir o trabalho dos camelôs", disse Mariano. Segundo o ouvidor-geral, os próximos alvos são as regiões da Lapa, Pinheiros e Santo Amaro. "Já temos relacionados 40 locais que vão receber a visita da Força Tarefa em breve", prometeu Mariano.

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