AO VIVO

Acompanhe notícias do coronavírus em tempo real

Força-tarefa começa na próxima semana

A força-tarefa criada pelo Ministério da Justiça para combater o roubo de cargas em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul vai investigar também o tráfico de drogas e o contrabando de armas, segundo o ministro Miguel Reale Júnior. O grupo de combate ao crime organizado começa a trabalhar na próxima semana.Reale Júnior reuniu-se hoje com Geraldo Alckmin (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes, para entregar verbas federais às Polícias Civil e Militar. "Carga, droga e armas. Uma coisa está atrelada à outra. Esperamos que no combate ao crime organizado da carga cheguemos também aos traficantes e aos vendedores de armas", disse Reale Júnior.O trabalho da força-tarefa será permanente no levantamento de dados e no ataque aos criminosos. Estarão engajados na força-tarefa policiais civis, militares, federais e da patrulha Rodoviária Federal.Com o passar dos meses, outros Estados serão atingidos pela força-tarefa. "Escolhemos primeiro São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul porque são os três Estados onde o crime organizado tem maior atuação. Além dos ladrões, pretendemos colocar na cadeia os receptadores, aqueles que recebem as mercadorias roubadas e as colocam no mercado."A primeira etapa da força-tarefa será conseguir informações sobre as quadrilhas. São Paulo tem uma delegacia que se dedica a investigar o roubo de cargas e o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) já preparou um dossiê dos grupos organizados que roubam, recebem e vendem todo o tipo de carga. A cada ano os números aumentam. O ladrões alugam galpões e chácaras para armazenar e estocar as cargas roubadas. No ano passado, o crime organizado da carga enfrentou uma equipe da Delegacia de Combate ao Roubo de Cargas. Durante perseguição na Marginal do Tietê, os ladrões mataram um delegado de polícia.Áreas críticasReale Júnior e Alckmin anunciaram o convênio entre o governo de São Paulo e o Ministério da Justiça com a liberação de dinheiro para investir nas polícias. Foram entregues hoje pelo ministro R$ 28,4 milhões, que com outros R$ 5,68 milhões do governo paulista serão destinados à compra de carros, coletes, rádios de comunicação, armas, algemas e escudos. "O material será entregue às delegacias de polícia e aos batalhões da PM que enfrentam maiores problemas com a criminalidade", disse o governador. São as chamadas áreas críticas.O ministro entregou ainda R$ 1,080 milhão para ser aplicado na reforma dos Institutos de Criminalística (IC) e Médico-Legal (IML). "Com o dinheiro pretendemos melhorar o serviço da perícia técnica, o atendimento nos necrotérios e a elaboração dos exames do IML", disse Alckmin.O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Saulo Abreu, presente à solenidade, esperava receber cerca de R$ 176 milhões prometidos pelo Ministério da Justiça desde o ano passado. O dinheiro será para a reformulação do sistema de telecomunicações da secretaria, reaparelhamento de parte das polícias e a assinatura dos convênios para a instrução de policiais, setores operacionais e policiamento comunitário.Abreu queria receber o dinheiro das telecomunicações. "Ficou para outra ocasião, mas continuo esperando. Apesar de o valor ser alto (R$ 113 milhões) precisamos dele para mudar o sistema de analógico para digital e impedir que criminosos fiquem na escuta da polícia."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.