Força-tarefa entra em presídio e controla situação no Recife

Líderes e presos considerados perigosos foram transferidos para uma unidade prisional mantida em sigilo

Angela Lacerda, do Estadão,

13 de novembro de 2007 | 19h04

Uma força-tarefa composta de 440 homens da Polícia Militar, Polícia Civil e agentes penitenciários invadiu às 14 horas desta terça-feira, 13, o presídio Aníbal Bruno, no Recife, na tentativa de controlar uma rebelião iniciada no domingo e que deixou três mortos, 43 feridos, dois pavilhões destruídos e seis depredados. Um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal deu suporte à operação. De acordo com o superintendente de segurança penitenciária, Isaac Wanderley, 2,5 mil presidiários - do total de 3,9 mil - estavam rebelados. No final da tarde, Wanderley afirmou que 100 presos - lideranças e apenados perigosos - foram transferidos para uma unidade prisional que foi mantida em sigilo por segurança. Outros 400 presos que ficaram sem abrigo com a destruição dos pavilhões, foram colocados em um pavilhão a ser inaugurado. O restante foi dividido em três blocos que foram acomodados de forma precária - algumas celas estão sem grades e com buracos na parede. Além da guarda interna e externa do presídio, perto de cem policiais serão mantidos no presídio para evitar uma nova revolta. Até as 19 horas, a situação estava controlada. O presídio tem capacidade para 1,4 mil pessoas, mas abriga atualmente 3,9 mil em 17 pavilhões. Os seis pavilhões danificados devem ser recompostos em um prazo de até 30 dias. Os dois destruídos não têm prazo para voltar a funcionar. Os presos vão trabalhar na reconstrução. A visita de familiares que deveria ocorrer na quarta foi suspensa e a de domingo está na dependência do comportamento dos presos durante esta semana e o clima que se instalar no presídio. Somente uma das reivindicações dos rebelados foi aceita pela direção do Aníbal Bruno: a troca de dois chaveiros (responsável pelo controle do pavilhão, tem as chaves das celas, tranca os presos) de dois pavilhões. Mortos A Secretaria Estadual de Ressocialização informou que Fábio Batista Fonseca, 30 anos, e Marcos Michel Correia, de 27 anos, foram mortos durante a noite de segunda-feira. O primeiro foi esfaqueado, decapitado e teve parte do corpo queimado. Já o outro também foi morto a facadas e teve o corpo totalmente queimado. Tiago Batista de Lima, 21 anos, foi morto no domingo, quando teve início a rebelião.

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