Força-tarefa faz nova blitz na Galeria Pajé em SP

Mais de R$ 6 milhões em mercadorias apreendidas por contrabando e falsificação, 68 lojas vistoriadas e duas pessoas presas com contrabando. Este foi o balanço parcial de mais uma megaoperação em São Paulo da força tarefa, que reúne vários órgãos públicos no combate ao crime organizado. Desta vez o alvo foi a Galeria Pagé, na Rua Comendador Affonso Kherlakian, região da Rua 25 de Março, centro da capital. A megablitz começou às 10h, durou toda a tarde e início da noite. O balanço parcial foi divulgado às 17h pelo delegado Nivaldo Bernardi, chefe da Delegacia de Polícia Fazendária da Polícia Federal, e pelo secretário municipal de Segurança Urbana, Benedito Mariano.Segundo Mariano, 90% das lojas, nos 12 andares da galeria Pagé, tinham produtos de comercialização ilegal, sem documentos que comprovassem a procedência. As mercadorias apreendidas, acondicionadas em caixas e sacos, lotaram 15 caminhões. A quantidade não foi estimada pelas autoridades.Para Mariano, 80% das mercadorias eram relacionadas a contrabando, e 20% à falsificação. Entre os produtos falsificados haviam tênis da marca Nike e roupas da Fórum. Mais de mil armas de brinquedo foram apreendidas em várias caixas. Segundo a polícia, esse tipo de brinquedo tem venda proibida. É comum ladrões usarem armas de brinquedo para praticar crimes.Na avaliação da polícia, parte das mercadorias veio da China e do Paraguai, e outra parte foi fabricada no Brasil. Jeans, camisetas, cartuchos de impressoras, relógios, tênis, materiais eletrônicos de todo o tipo, estavam entre as apreensões.Os nomes dos lojistas presos não foram divulgados pela polícia. A fiscalização vai resultar na abertura de mais de 40 inquéritos na Polícia Federal. Acusados de crimes de contrabando e falsificação ficam sujeitos a penas que vão de um a quatro anos de reclusão. Tensão O clima entre os lojistas da Galeria Pagé era de tensão. Vários deles conseguiram fechar as portas antes da chegada da força tarefa. No entanto, no final da tarde, o grupo obteve mandados de busca e apreensão, nas justiças Estadual e Federal, que permitiam até o arrombamento de lojas fechadas. Duas lojas foram arrombadas, as de números 18 e 21, do térreo. As fechaduras foram quebradas a marretadas. Um policial federal argumentou que houve erro no arrombamento dessas duas lojas porque os números delas não constavam dos mandados. Mas Bernardi, que comandou a megaoperação, confirmou a inclusão dessas duas lojas na fiscalização.O Departamento de Controle do uso de Imóveis (Contru) interditou seis lojas por falta de condições de segurança para funcionar. Elas tinham irregularidades na instalação elétrica e na falta de equipamentos de combate a incêndio. Para reabrir, terão de consertar as falhas.Participaram da megaoperação cerca de 300 pessoas, entre funcionários da Prefeitura, policiais civis, militares e federais, e promotores de Justiça. Desde junho, em três blitze desse porte, incluindo a de hoje, a força tarefa apreendeu um total de R$ 12 milhões em mercadorias.

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