Força-tarefa fecha Galeria Pajé em busca de contrabando

Mais de 150 policiais civis e federais que fazem parte de uma força-tarefa em busca de mercadoria pirateada e contrabandeada realizaram nesta quinta-feira uma megaoperação na Galeria Pagé, ao lado da Rua 25 de Março, na região central da cidade. O centro comercial é apontado como o maior ponto-de-venda de material contrabandeado do País.Foram apreendidos CDs, softwares, perfumes, relógios, calculadoras, CD players, material de informática, brinquedos, máquinas fotográficas, de vídeo, carteiras, bolsas e rádios contrabandeados e pirateados.Os policiais chegaram pouco antes das 8 horas e ocuparam os dois blocos de 11 andares cada, a loja e a sobreloja. O público foi proibido de entrar. Algumas pessoas se exaltaram com os policiais, dizendo que tinham saído de suas casas, em bairros distantes do centro, para comprar presentes para o Natal e não "queriam perder a viagem."Os gerentes e alguns proprietários acompanharam os policiais, que examinaram salas, depósitos e documentação de compra e importação. A maioria dos donos de lojas não apareceu quando soube da presença dos policiais.Em alguns estabelecimentos os federais encontraram caixas escondidas atrás de paredes camufladas com relógios, perfumes, câmeras de vídeo e máquinas fotográficas. Cinco pessoas foram presas.Para transportar a mercadoria apreendida até a sede da PF, na Rua Antonio de Godoy, no centro, a polícia usou caminhões da Prefeitura. Além do contrabando, os policiais foram em busca de CDs players furtados e roubados. A denúncia recebida indicava que junto com o aparelho roubado os comerciantes entregavam certificado de garantia.

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