Força-tarefa quer coibir atuação de milícias em imóveis do Minha Casa, Minha Vida

Moradores denunciaram que criminosos andam armados nos conjuntos, atiram para o alto e chegam a cortar o fornecimento de água como forma de pressionar os moradores

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

04 de abril de 2014 | 20h52

RIO - Os ministérios da Justiça e das Cidades vão criar uma força-tarefa para coibir a atuação de milícias em empreendimentos do programa federal Minha Casa, Minha Vida. A portaria interministerial que tratará do tema será assinada nesta terça-feira, 8. A ideia é unir agências de inteligência das Polícias Militar, Civis e Federal."Estamos aqui no Rio buscando a expertise de retomada de territórios" afirmou a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, que participou de reunião na tarde desta sexta-feira, 4, na sede da Secretaria de Estado de Segurança.

Desde 2011, a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil (Draco) investiga a atuação de milícias em conjuntos do Minha Casa, Minha Vida na zona oeste. Os milicianos cobram "taxas de segurança" dos condôminos. Moradores denunciaram que eles andavam armados nos conjuntos, atiravam para o alto e chegavam a cortar o fornecimento de água como forma de pressionar os moradores.

O ministro das Cidades, Gilberto Occhi, não informou qual o tipo de denúncia o ministério vem recebendo, os locais onde foram registrados casos como esses nem quantas unidades do Minha Casa, Minha Vida foram afetadas. "Essa investigação já está em curso desde 2011. Estão sendo finalizadas e não podem ser divulgadas sob pena de serem prejudicadas. Eu queria que vocês entendessem isso. Estamos querendo passar mais uma informação a vocês: é que esta ação vai ter continuidade e vamos perseguir o objetivo de proteger o cidadão", afirmou.

Apesar de ter convocado a imprensa para uma coletiva, Occhi falou de pé num corredor da Secretaria de Estado de Segurança e interrompeu abruptamente a entrevista, assim que os repórteres começaram a fazer perguntas.

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