Força-tarefa tenta conter incêndio em parque paranaense

Um incêndio, que começou na sexta-feira, 11, está destruindo parte da vegetação do Parque Nacional do Iguaçu, em Céu Azul, no oeste do Paraná. De acordo com a assessoria de imprensa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já foram consumidos aproximadamente 40 hectares da floresta, uma das últimas nativas do Estado.Local de difícil acesso, somente no sábado, 12, uma equipe da força-tarefa formada por bombeiros, policiais florestais e brigadas do Ibama conseguiu chegar ao local do fogo, levada por helicópteros. Nesta segunda, 46 homens trabalham para debelar as chamas, com o auxílio dos helicópteros que buscavam água em um açude na região. O parque tem 185 mil hectares e o fogo está a cerca de 5 quilômetros da borda.No sábado, havia uma expectativa de que as chamas tivessem sido controladas, mas como o vento tornou-se um pouco mais forte, elas foram novamente aguçadas à noite. Caso chova na região, as chuvas não devem ser muito fortes, de acordo com o Instituto Simepar. No dia 23 de julho outro incêndio já tinha consumido praticamente o mesmo tamanho de mata nas proximidades.A estiagem também esta preocupando a região de Curitiba. A Igreja Católica programou para quarta-feira, 16, um dia de novenas pela chuva no Santuário Nossa Senhora do Carmo. Mas a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) divulgou, na manha desta segunda, que está começando a conseguir, com o rodízio no fornecimento de água, o que não conseguira com insistentes pedidos: a economia de 20% no consumo. De acordo com a empresa, na primeira semana de racionamento, esse porcentual foi conseguido em relação à extração de água das barragens do Iraí e Piraquara. Em relação à água tratada, a redução na produção chegou a 11,56% nos sete primeiros dias do racionamento, iniciado no dia 4. No rodízio, estão envolvidas 1,8 milhão de pessoas de Curitiba e região metropolitana. O diretor de Operações da Sanepar, Wilson Barion, disse, em nota, que a empresa estuda novas medidas para ampliar a redução no uso de recursos hídricos, caso seja necessário. "No entanto, as medidas não estão definidas e tampouco a data de implementação", salientou.

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