Força-tarefa vai apurar denúncias de tráfico humano no Pará

Além disso também vai investigar exploração sexual de crianças e adolescentes e outros casos de pedofilia

Elvis Pereira, estadao.com.br

15 de maio de 2008 | 17h23

Uma força-tarefa desembarcará na próxima segunda-feira, 19, em Belém, no Pará, a fim de apurar denúncias de tráfico de seres humanos, exploração sexual de crianças e adolescentes e casos de pedofilia. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República informou que a ação foi decidida no último dia 6, após a reunião em que os bispos dom Luiz Ascona, dom Flávio Giovanelle e dom Erwin Krautler e o padre José Amaro Lopes relataram violações dos diretos humanos no Estado. Os quatro estão ameaçados de morte.   Segundo o ouvidor da SEDH, Fermino Fechio, os depoimentos foram muito veementes. "A nossa expectativa é encontrar soluções efetivas para as várias denúncias feitas pelos religiosos durante audiência", afirmou. Um dos principais motivos da visita é a existência de 300 pessoas ameaçadas de morte no Estado.   Além desse tema, a força-tarefa pretende fazer cobranças a autoridades do Pará sobre uma série de assuntos, como a necessidade de uma ação mais enérgica no combate ao narcotráfico e exploração sexual de crianças e adolescentes.   O grupo se reunirá com a governadora Ana Júlia Carepa (PT), o procurador-geral de Justiça do Estado, Geraldo de Mendonça Rocha, as presidentes do Tribunal de Justiça paraense, Albanira Lobato Bemerguy, e da Ordem dos Advogados (OAB) do Estado, Ângela Serra Salles, e integrantes da sociedade civil.   A força-tarefa conta com membros do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), ligado à SEDH, e representantes do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), da Polícia Federal (PF), do Conselho de Procuradores Gerais de Justiça, do Ministério Público Federal, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.   Para o município de Abaetetuba, a força pedirá a instalação de um posto da PF, o imediato funcionamento de uma escola técnica, informação sobre inquérito policial das ameaças de morte a duas conselheiras tutelares, fibra ótica para Delegacia de Polícia e o afastamento de um delegado que teria afirmado saber de ocorrências de narcotráfico, mas que as ignoraria "por causa do problema social da perda da renda".   Em Anapu, será requerida a instalação da Comarca Judiciária Estadual e o afastamento do delegado da cidade. Em Altamira, o grupo tentará obter detalhes sobre as ameaças de morte contra o bispo dom Erwing e o padre Amaro.   Completam a lista os seguintes temas: implementação do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Marajó com democratização da Gestão;, oferta de cursos da Universidade Federal do Pará levando em conta a vocação local e a necessidade do mercado; ampliação e consolidação da rede de suporte das vítimas; e nomeação dos promotores nos municípios de maior violência.

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