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Divulgação/Marinha
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Forças Armadas encontram mais destroços do Airbus A330

Hoje, mais de 130 peças foram entregues aos investigadores da BEA; buscas seguem por tempo indeterminado

Elvis Pereira e Angela Lacerda, Central de Notícias e O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2009 | 18h39

Os militares recolheram do mar nesta sexta-feira, 19, mais destroços do Airbus A330 da Air France, que caiu no Oceano Atlântico quando seguia do Rio de Janeiro para Paris, na França. O número de corpos resgatados permanece inalterado: 50. Ao todo, havia 228 pessoas no avião, entre passageiros e tripulação.

 

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À tarde, oficiais da Aeronáutica e da Marinha se reuniram no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta) III, na capital pernambucana, para discutir a logística da operação, cujo encerramento segue indefinido. "Não existem alterações na quantidade de meios aéreos e navais, bem como no efetivo militar mobilizado para a operação, que prossegue como planejada", informaram os militares, em nota.

 

Mais cedo, às 9h15, a corveta Caboclo atracou no Porto de Recife, no Pernambuco, trazendo destroços e possíveis pertences dos passageiros do voo 447. Armário da copa, gavetas, uma poltrona azul, portas de bagageiros, pedaços da fuselagem, máscaras de oxigênio, maleta de plástico amarela e roupas de passageiros estão entre as 133 peças repassadas à Comissão de Investigação francesa (BEA).

 

Foi o segundo mais expressivo lote de destroços desembarcados no Porto do Recife. No primeiro, dia 12, a fragata Constituição trouxe a maior peça resgatada do avião, o estabilizador vertical, onde se localiza o leme da aeronave. Todos os destroços levados à capital pernambucana se encontram em um hangar alugado do Aeroclube do Recife, sob a guarda do BEA, encarregado de investigar as causas do acidente.

 

Essa missão representa a maior operação de buscas das Forças Armadas brasileiras, informaram a Marinha e a Aeronáutica na quinta-feira, quando apenas destroços foram recolhidos. "Para a Força Aérea foi a maior missão de busca já realizada, com mais de mil horas de voo em duas semanas", disse o tenente-coronel Henry Munhoz, assessor de comunicação da Aeronáutica, em entrevista coletiva no Recife.

 

O tenente-coronel reafirmou que a varredura por radar realizada pela Força Aérea Brasileira corresponde a cinco vezes o Estado de São Paulo e a dez vezes o de Pernambuco. "Estamos enfrentando as adversidades e procurando fazer o melhor possível", acrescentou ele. A Marinha também disse enfrentar sua maior missão e que "os navios têm atendido plenamente ao que se pretendia", segundo o capitão Giucemar Tabosa, assessor de comunicação da Marinha.

 

Identificação

 

Uma perita criminal de São Paulo com especialização em DNA foi chamada a Brasília para colaborar no trabalhão de identificação dos corpos das vítimas do acidente com o Airbus. Cristina Lekiche Gonzzales foi enviada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado atendendo a um pedido da Secretaria Nacional de Segurança Pública - Senasp. De acordo com a SSP, em julho de 2007 foi possível identificar 195 dos 199 mortos no acidente com o Airbus da TAM.

 

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