Forças Armadas iniciam patrulhamento nas ruas de Natal

500 agentes já estão nas ruas da capital potiguar, que deverão contar com mais 1,5 mil nos próximos dias. Atuação foi autorizada pelo presidente diante da crise na segurança pública

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2017 | 22h30

SÃO PAULO - As Forças Armadas iniciaram na noite desta sexta-feira, 29, as atividades de patrulhamento nas ruas de Natal. A autorização para envio das tropas federais ao Rio Grande do Norte foi confirmada nesta sexta pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, a partir de liberação do presidente Michel Temer. O Estado vive uma crise na segurança pública diante do aquartelamento de policiais militares, que pedem melhores estruturas de trabalho e pagamento de salários que estão atrasados.

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Pelo Twitter, o governador do Estado, Robinson Faria (PSD) informou o início das atividades. "O Exército começou agora à noite o patrulhamento nas ruas de Natal. Já são 500 homens das Forças Armadas atuando na segurança pública. Nos próximos dias serão mais 1,5 mil para reforçar o trabalho ostensivo". Essa é a terceira vez desde outubro de 2016 que o Estado recebe o apoio das Forças Armadas para patrulhamento das ruas diante de crises na segurança. 

"Chegamos à conclusão que dada a permanência do impasse na questão salarial e a recusa dos policiais militares e dos policiais civis de voltarem suas atividades normais, nós levamos ao presidente Michel Temer, a nossa avaliação que se faz necessária uma ação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), deslocando tropas para o Rio Grande do Norte", declarou na manhã desta sexta o ministro da Defesa, segundo nota divulgada pela pasta.

O decreto autorizando o início da operação de GLO deve ser publicado nesta sexta e com um prazo inicial de duração de 15 dias, podendo ser renovado. Jungmann estará em Natal neste sábado, 30. "Em duas vezes anteriores, garantimos a vida, a tranquilidade, a propriedade e a observância da lei, que são devidas ao povo potiguar. Pretendo me deslocar para Natal amanhã cedo para tomar conhecimento e para participar das atividades de planejamento e coordenação".

Ele deverá permanecer na cidade durante o réveillon como "gesto simbólico de solidariedade" com "aqueles rapazes que vão deixar esposas e filhos para garantir a família daqueles que vão festejar o ano-novo". Jungmann ainda fez um apelo para que os policiais retomem as atividades. "Nós entendemos as situações difíceis, a falta de salário, equipamentos, mas acima disso existe um valor maior, o juramento que faz um policial militar de defender a comunidade e a vida daqueles a quem serve. Apesar de todas as vicissitudes, o valor mais sagrado que temos é a vida e quando a sociedade os dota de armas e equipamento para defendê-la, os faça na confiança que deposita neles."

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