DANIEL TEIXEIRA/ESTADAO
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Forças Armadas iniciam varredura na Penitenciária de Monte Cristo, em RR

Presídio foi palco de massacre no dia 6; outros quatro Estados pediram ajuda ao governo federal para vistoria em celas: AM, MS, RO e RN

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

27 Janeiro 2017 | 10h27

BRASÍLIA - As Forças Armadas iniciaram na manhã desta sexta-feira, 27, na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, o trabalho de varredura nas celas e na área administrativa do presídio. Conforme antecipou o Broadcast - serviço de informação em tempo real da Agência Estado -, Roraima é o primeiro Estado a receber as tropas das Forças Armadas. A penitenciária foi palco de um massacre de mais de 30 presos no dia 6.

O trabalho principal dos militares será de uso de detectores de metais nas celas e na área administrativa. Equipamentos mais sofisticados empregados na Olimpíada e na Copa do Mundo também serão usados agora, incluindo os que detectam armas dentro de paredes e enterradas no chão. O trabalho das Forças Armadas nos presídios terá como base as operações deste tipo feitas pelo Exército primeiro no Recife, em março de 2015, quando equipamentos foram usados para rastrear bombas, minas terrestres e metais, no Presídio Frei Damião de Bozzano, que faz parte do Complexo do Curado, na zona oeste da capital pernambucana.

O Exército fará uma ação eminentemente técnica, sem contato com os presos. A ideia é de que o trabalho seja feito ao longo do dia e, além do pessoal que faz a varredura, tenha o efetivo que protege os militares, para que não haja nenhuma surpresa. O trabalho é todo feito em conjunto com forças locais do sistema carcerário e da Polícia Militar.

Além de Roraima, outros quatro Estados pediram ajuda ao governo federal para ajudar na varredura das celas e instalações: Amazonas, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Rio Grande do Norte.

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