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Forças Armadas não terão contato com os presos, diz Temer

Presidente falou sobre a entrada dos militares nas penitenciárias, o que considerou 'ousadia'; 1 mil homens, em 30 equipes, farão varreduras

Erich Decat, Eduardo Rodrigues e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2017 | 13h30

BRASÍLIA - Ao falar nesta quarta-feira, 18, sobre as reformas e ações do governo realizadas nos oito meses de governo, o presidente Michel Temer (PMDB) ressaltou a atuação das Forças Armadas dentro dos presídios.

"Pela primeira vez tivemos diálogo com Defesa e Forças Armadas sobre presídios. As Forças Armadas têm grande credibilidade e respeito e farão inspeção nos presídios. Elas não terão nenhum contato com os presos", ressaltou Temer.

As declarações do presidente foram feitas durante o lançamento do "Programa Empreender Mais Simples: menos burocracia, mais crédito", realizado em Brasília.

Na análise do presidente, a iniciativa, até então inédita, revela a "ousadia que o Brasil precisa". De acordo com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, as Forças Armadas estarão prontas dentro de oito a dez dias para atuarem dentro dos presídios.

A estimativa é de que 1 mil militares, divididos em 30 equipes, sejam mobilizados para as varreduras nas penitenciárias. Segundo o ministro, os militares vão atuar nos presídios para reduzir a criminalidade, não havendo risco de contaminação das Forças Armadas pelo crime organizado.

No evento realizado na sede do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Temer fez um balanço das propostas encaminhadas pelo atual governo para o Congresso e informou que a próxima reforma deverá ser a que trata do sistema tributária.

"Propomos quatro reformas importantes para o País em oito meses. A próxima reforma será a simplificação do sistema tributário. Estamos sendo ousados, além de coragem, é preciso ousadia", ressaltou Temer.

Apesar de considerar a reforma tributária apresentada pelo governo como "dura", o presidente disse que os direitos adquiridos não serão alterados.

"A reforma da previdência é pesada e dura, sim, mas é indispensável. Para garantir aposentadorias do futuro, é preciso reformular a previdência social. o Congresso Nacional é o palco próprio para as grandes discussões sobre a previdência e os direitos adquiridos serão mantidos", disse.

Além da reforma tributária e da previdência, Temer citou em seu discurso as mudanças do ensino médio e a modernização da legislação trabalhista. O presidente defendeu ainda que o Estado tem que assumir postura menos cartorial e mais eficiente. 

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