Forças Armadas ocuparão pontos estratégicos do Rio

As Forças Armadas vão ocupar pontos estratégicos do Rio de Janeiro e se posicionar com homens e equipamentos para ?aumentar a sensação de segurança? da população. A idéia de usar o Exército ou outra Força (Aeronáutica e Marinha) para fazer policiamento ostensivo nas ruas do Rio, como queria o governador Sérgio Cabral (PMDB), foi descartada. Coordenado pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, o ?Plano Operacional de Atuação das Forças Armadas? prevê ainda apoio material, logístico e compartilhamento de informações de inteligência com a Secretaria de Segurança do Rio. A ocupação dos pontos estratégicos na cidade pode, eventualmente, usar carros de combate, reproduzindo um modelo de atuação adotado na Rio 92, a conferência mundial sobre meio ambiente realizada na cidade. Mas os militares não farão incursões em morros ou prisões. ?As Forças Armadas terão um papel de respaldo e de sustentação às polícias e não de ação direta nos confrontos. A participação direta não é papel das Forças Armadas e nem o objetivo do plano?, disse o ministro Tarso Genro. Ele entregou o documento ao ministro da Defesa, Waldir Pires, na quarta-feira, 25. Considerado reservado por conter detalhamento como de armamentos a serem utilizados, o plano prevê que os militares participem do transporte, em seus veículos, de policiais militares e civis para suas missões. ?O fundamental é que a alocação das Forças Armadas será feita de tal modo a liberar os policiais para um combate mais direto, mais intenso e com mais contingentes contra o crime organizado?, afirma. ?O plano prevê uma atuação e complementar às ações policiais, com ênfase no apoio logístico e de inteligência?, acrescentou. Força Nacional O pacote de ajuda ao Rio já conta com 600 policiais da Força Nacional, aos quais serão somados outros 300. A estimativa é que esse número alcance 3 mil policiais durante o Pan. Os homens da Força Nacional serão liberados para o apoio ao policiamento urbano. Também foram deslocados para o Estado cem homens da força especial da Polícia Rodoviária Federal, com a missão de reforçar a fiscalização nas estradas da região. Outros cem homens do mesmo grupo estão prontos para embarcar. ?São policiais treinados e capacitados. Eles vão ajudar na vigilância das divisas?, disse Genro. A participação das Forças Armadas, embora não tão intensa como pleiteada por Cabral, é maior do que a desejada pela cúpula militar. Dentro de uns 15 dias, no máximo, as Forças Armadas já podem começar a atuar no Rio.

Agencia Estado,

27 Abril 2007 | 09h11

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