Fortaleza: chuva como não se via desde 1910

Fortaleza registrou nesta quinta-feira se maior índice pluviométrico desde 1910. De acordo com o pre sidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Francisco de Assis Souza Filho, de ontem para hoje quinta-feira, choveu 265 mm na capital cearense. As ruas ficaram alagadas e a cidade em caos. Na avenida Alberto Craveiro, no bairro Dias Macedo, a água chegou a quase um metro de altura. Na rua Maria Tomásia, na Aldeota, um carro ficou debaixo d´água. Na esquina com a senador Virgilio Távora, o asfalto cedeu e as operários correm contra o tempo para fazer a contenção. Na área Oeste, o rio Maranguapinho invadiu a avenida Mister Hull. Só ônibus conseguia trafegar por ela, ainda assim com muita dificuldade. O governador do Ceará, Lúcio Alcântara, convocou a imprensa à tarde para divulgar os números oficiais dos prejuízos causados pelas chuvas que castigam o Estado há duas semanas e info- mar as providências que estão sendo adotadas. De acordo com Alcântara, nove pessoas morre ram em decorrência das chuvas e duas estão de saparecidas; 2.036 casas foram danificadas e outras 107 destruídas; há 70 mil pessoas desa lojadas ou desabrigados. O governador disse que disponibilizará todo o caixa do Estado para ajudar os atingidos pelas chuvas. Mas não revelou o montante. Disse ainda que irá encontrar-se, hoje à noite, com o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, para pedir ajuda federal. No interior do Estado, cinco municípios (Sobral, Amontada, Itapipoca, Juazeiro do Norte e Missão Velha) estão em estado de emergência e ou tros dois (Barbalha e Arneiroz) em estado de calamidade pública. Em Iguatu, no centro sul do Estado, o rio Jaguaribe transbordou e alagou vários bairros da cidade. A Vila Neuma, que fica às margens do rio, foi a mais atingida.Quinhentas famílias estão sendo retiradas das casas. Segundo a Defesa Civil, esta foi a maior enchente do rio nos últimos 20anos.

Agencia Estado,

29 de janeiro de 2004 | 19h59

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