Fortes ainda não sabe quando Porto de Itajaí voltará a funcionar

Ministro das Cidades disse ainda que em SC 'praticamente, não há mais nenhuma cidade isolada' pelas chuvas

Adriana Chiarini, da Agência Estado,

28 de novembro de 2008 | 16h49

O ministro das Cidades, Márcio Fortes, disse à Agência Estado que o levantamento preliminar sobre os estragos da chuva no Porto de Itajaí em Santa Catarina ainda não lhe deu uma idéia conclusiva sobre quando aquele porto voltará a funcionar. "A gente está ouvindo a autoridade local fazendo um cálculo de dois a três meses", citou o ministro, que participou do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex).   Veja também:Saiba como ajudar as vítimas da chuvaIML divulga lista de vítimas identificadas SC pode ter mais chuva e deslizamentosDefesa Civil foca esforços no Morro do BaúSC tem nove rodovias totalmente interditadas Massa doa macacão em prol das vítimas  Mulher fala da perda de parentes em SC Tragédia em Santa Catarina Blog: envie seu relato sobre as chuvas Blog Ilha do sem Blumenau Blog Desabrigados Itajaí Blog Arca de Noé Veja galeria de fotos dos estragos em SC  Tudo sobre as vítimas das chuvas    O ministro, que tem sua carreira ligada à área de comércio exterior, diz que "não usaria a palavra prejuízo" com relação às exportações que deixam de ser escoadas pelo Porto de Itajaí. "É claro que pode haver um pequeno aumento de custos porque vai ter que remanejar (a carga) pela estrada por um percurso mais longo (para outro porto), tem que ver também a freqüência de navios que vão passar lá, mas eu não usaria a palavra prejuízo", disse. "Pode haver em algum momento um atraso momentâneo, mas os bens exportados estarão sendo exportados sim, por um porto ou por outro", afirmou. Fortes lembrou que o Porto de Itajaí é importante para exportação de contêineres e carnes. "É crítico para exportação brasileira. Tem que ser liberado rapidamente", disse. "Agora baixando a água naquela região, espero que não volte a chover, acho que a gente pode ter uma avaliação das necessidades todas de reconstrução", disse. "Tem que acertar com as administrações dos portos e os armadores as paradas nos portos e a disponibilização de terminais para a operação", disse Fortes.  Reconstrução O Ministro Chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, disse na noite de quarta-feira, 26, em evento em Santos, na Baixada Santista, que a obra de reconstrução do Porto de Itajaí, praticamente destruído pelas enchentes de Santa Catarina, vai demorar entre um ano e um ano e meio para ser concluída. Já o Porto de Navegantes, que teve o canal assoreado, deverá voltar a operar em 15 dias. "Nós esperamos fazer a obra de Itajaí por fases. Primeiro vamos fazer um dolphin (píer de atracação que avança sobre a água) na frente do rio. Isso poderá estar pronto entre quatro e seis meses, com uma ponte ligando a retoárea, o que vai permitir uma operação parcial", explica Brito. O ministro afirmou que os recursos para a reconstrução do porto de Itajaí já estão garantidos. Serão R$ 350 milhões para recuperar os 750 metros de cais que foram destruídos e construir barreiras para proteger os berços e evitar novos desastres. "Mas o mais urgente é a dragagem porque todo o canal de acesso a Itajaí foi prejudicado, assoreado, inclusive há contêineres dentro do canal, guindastes foram levados". De acordo com Brito, é justamente o assoreamento que impede também a operação do Porto de Navegantes.  "Itajaí deve voltar a operar através de Navegantes inicialmente, logo que se conclua a parte que tem que ser feita no canal de Navegantes. A estimativa que dentro de pelo menos 15 dias se comece a operar em Navegantes", concluiu o ministro. Isoladas O ministro disse também que em Santa Catarina "praticamente, não há mais nenhuma cidade isolada como estavam nos primeiros momentos" pelas chuvas. Segundo o ministro, "agora o problema é restaurar o fluxo normal dos veículos, sobretudo das cargas porque as pessoas esquecem que a carga chega nas cidades via estrada, os alimentos, medicamentos, então esse fluxo não pode ser interrompido". O ministro informou que o Exército e o Ministério dos Transportes estão agindo para recompor estradas e pontes na região afetada e estão em vigor também "planos de logística alternativa, de seguir por outras estradas para que as áreas não fiquem isoladas". De acordo com ele, várias cidades já foram objeto de ação rápida do governo nesse sentido. Fortes contou que irá a Santa Catarina "só no meio da semana", porque o seu Ministério não está encarregado da parte emergencial. "Entramos no momento seguinte, para a restauração das casas, do saneamento, água, esgoto e de transporte urbano, envolvendo pavimentação", disse. (Com Rejane Lima, da Agência Estado) Ampliada às 20h09

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