Reprodução Eumetsat
Reprodução Eumetsat

'Fortes tempestades' estavam na rota do Voo 447 da Air France

Informação é da Organização Meteorológica Mundial; para entidade, só mau tempo não pode causar acidente

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

03 de junho de 2009 | 16h41

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirma que "fortes tempestades" ocorriam na zona por onde passaria o voo da Air France. Mas a entidade convocou ontem uma conferência de imprensa em Genebra para insistir que, nesse momento, seria "impossível" concluir que o clima foi o motivo do acidente.

 

"Centenas de aviões cruzam as zonas tropicais todos os dias e nada ocorre. É verdade que, pelas informações que temos, uma tormenta muito forte havia se formado da região (por onde o avião passaria). Mas, nesse momento, tudo o que se disser é especulação", afirmou Geoff Love, diretor do departamento de aeronáutica da OMM. "Só uma investigação que pode levar muito tempo é que poderá dizer o que de fato levou ao acidente", alertou.

 

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"Certamente, algo inusitado ocorreu. Mas ainda não se pode dizer nada se isso está ou não relacionado com a situação meteorológica", disse.

 

O representante do Instituto de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica, Cleber Souza Correa confirmou em uma conferência de imprensa realizada ontem na Suíça a falta de uma explicação sobre a queda do voo. "O clima é certamente um fator a ser levado em consideração na avaliação de um acidente e assim será feito. Mas não se pode dizer hoje que seja o motivo", disse Correa, que está em Genebra para encontros e troca de informações com a OMM.

 

Ele apresentou slides de fotos de satélites da noite do acidente. Em muitas deles se vê uma atividade intensa na região onde o avião caiu. "O certo é que, de fato, havia uma tempestade na zona e com uma força muito intensa", explicou.

 

Ele acredita que apenas a recuperação da caixa-preta do avião poderá revelar maiores detalhes. "Tudo o que podemos dizer é que havia uma tempestade e que isso será investigado. Mas não podemos confirmar que ela tenha sido o motivo da queda do avião", afirmou Carlos Silva, superintendente de Meteorologia da Marinha, que também viajou para as reuniões na OMM.

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