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Fórum da Cidadania propõe criação de fundo de energia

O Fórum da Cidadania, uma organização não-governamental de São Paulo, propôs a criação de um fundo de energia para ajudar no combate à crise.A proposta foi apresentada neste sábado em uma manifestação na Praça da República, no Centro da Capital.Seriam títulos públicos que dariam um rendimento ao investidor e ainda permitiriam que este deduzisse o valor aplicado do Imposto de Renda.Os recursos do fundo seriam destinados à construção e ampliação imediata dos meios de geração de energia elétrica, e o fundo teria um prazo fixo de duração.A proposta consta do manifesto "Sem corte ou apagão, respeito ao cidadão", uma lista de sugestões que será enviada à Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica e ao governo federal, junto com um abaixo-assinado contra as medidas adotadas para o combate à crise.O fórum pede também a revogação imediata dos dispositivos que autorizaram o corte de energia e impuseram as sobretaxas.O protesto reuniu cerca de 50 pessoas, e o número baixo de participante já estava previsto pelos organizadores por causa do feriado.Eles distribuíram 10 mil panfletos durante a semana chamando as pessoas para o evento. "Esse foi apenas um pontapé inicial, um convite para que outras entidades e pessoas se juntem a nós", afirmou Jorge Zappia, um dos coordenadores do fórum e do chamado Movimento Luz na República."Queremos criar uma super-câmara de energia em que exista a participação da sociedade civil", completou. Eles pretendem fazer um protesto por mês na Praça da República, até que acabe a crise energética.Outra proposta do fórum é a criação de conselhos energéticos livres em nível nacional, estadual e municipal, com participação de representantes de todas as classes sociais. Eles seriam responsáveis por implementar programas voluntários, comunitários e individuais de economia de energia.Os manifestantes cobraram também uma ação mais efetiva por parte do Congresso Nacional. "Até agora, vimos apenas o Executivo tomando medidas", criticou Zappia.O documento pede a redução dos juros básicos para ajudar as empresas e consumidores residenciais a obterem créditos de financiamento para economia de energia."Para quem ganha dois salários mínimos, é difícil comprar lâmpadas que gastem menos. Essas pessoas não têm crédito para promover a troca e se tiverem um que cobre uma taxa alta, não conseguem pagar", explicou Ildo Sauer, professor de pós-graduação do Departamento de Energia da Universidade de São Paulo (USP), que ajudou na elaboração do manifesto.O fórum pede também a diminuição dos pagamentos referentes a juros e encargos da dívida externa em função do problema energético."Cerca de 60% do orçamento da União é gasto com pagamento da dívida pública, grande parte da dívida externa. A situação atual exige que o governo renegocie os pagamentos para ter mais dinheiro disponível para resolver problemas internos", afirmou o professor.O protesto contou com o apoio da Força Sindical e do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. O manifesto pode ser lido na íntegra no site www.forumcidadania.unesp.br.

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