Fotógrafos são ameaçados e têm câmeras roubadas

Durante a reintegração de posse, dois repórteres fotográficos tiveram seus equipamentos roubados e foram mantidos em cárcere privado em um barraco da Favela Olga Benário. O fotógrafo Filipe Araujo, do Estado, e um profissional do jornal Diário de S. Paulo (que não quis ser identificado) foram abordados por cinco homens - dois deles estavam armados - e levados para dentro da favela. Os fotógrafos acompanhavam alguns moradores que voltavam para os barracos em chamas para recuperar seus pertences. Os dois foram abordados pelo grupo armado e com camisetas envolvendo o rosto. Eles foram levados para um barraco ao lado de outro que estava sendo incendiado. Os criminosos pediram que eles jogassem os equipamentos no chão e depois os guardaram em mochilas. Dois dos bandidos foram embora com o material, enquanto os outros três permaneceram mais alguns tempo no barraco. Em seguida, os outros também saíram, ameaçando atirar se os reféns abrissem a porta. No entanto, o incêndio começou a se alastrar e os dois fotógrafos deixaram o local, procurando ajuda de policiais. A coordenadora do Fórum do Movimento por Habitação e Meio Ambiente de São Paulo, Felícia Mendes Dias, de 51 anos, refutou o envolvimento de moradores no roubo. "Não é orientação do movimento e ninguém garante que sejam pessoas nossas", defendeu. A PM afirma que os jornalistas entraram na favela sem orientação das autoridades. "Eles tentaram encontrar um ângulo diferente para a foto, mas sem avisar os policiais. Claro que era perigoso", diz o coronel Augusto Botelho.

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