Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Fotos de sexo usadas em e-mail são falsas, diz laudo

A polícia de Ribeirão Preto apresentou, nesta manhã, um parecer técnico de três peritos de São Paulo que afirmam que as fotos pornográficas envolvendo jovens empresários e suas mulheres, em sexo em grupo, divulgadas por e-mails há várias semanas, são montagens digitais. Esse laudo, solicitado pelos advogados dos empresários, será incluído no inquérito policial aberto para apurar o caso de injúria, difamação, violação de correspondência e extorsão das vítimas. A investigação prossegue, e pelo menos dez suspeitos ainda vão depor. Os peritos José Lopes Zarzuela, que atua no Departamento de Direito Penal, Medicina Forense e Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP); Dirceu Carlos Uccelli, da Justiça Federal; e José Barth, da Justiça Estadual, foram unânimes nas análises das fotos. "De tudo o que foi dado a constatar após a realização dos exames, inferem os pareceristas que as peças suspeitas apresentam-se adulteradas", diz o trecho da conclusão da perícia.E segue: "Os trabalhos de adulteração foram realizados sem os devidos e esmerados critérios técnicos ditados pela arte digital, pois com as ferramentas adequadas (softwares) existentes no mercado, tais montagens se tornam imperceptíveis sob o comando de uma pessoa hábil." Segundo o delegado do 6º DP, José Gonçalves Neto, que investiga o caso, o inquérito, quando concluído, será encaminhado para perícia. "Quem vai avaliar o resultado é a Justiça", disse ele. Como difamação e injúria são crimes contra a honra, de natureza privada, esse parecer técnico, pedido pelo ex-deputado federal João Cunha, pai de um dos empresários, é oficial e válido, segundo o delegado. Foram analisadas 28 fotos, mas existem boatos pela cidade que podem chegar a 400 ou 800. A polícia não confirma. "Existem muitos comentários", disse Gonçalves Neto. O advogado das vítimas, Antonio Eugênio Minghini, disse que, se existir um número maior de fotos, deve ser de reuniões familiares, furtadas por um hacker ou de um laptop de outro empresário, e que teriam sido usadas nas adulterações. As famílias das vítimas contrataram os peritos para evitar que os comentários se alastrem ainda mais. "Elas estão abatidas e, se esperássemos pela Justiça, demoraria", explicou Minghini.

Agencia Estado,

05 de setembro de 2001 | 14h47

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.