Fotos sugerem que documento de Daniel foi plantado

A comparação das fotos feitas por duas equipes diferentes de peritos na casa da Favela Pantanal, em São Paulo, que, supostamente, teria servido de cativeiro para o prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel (PT), reforçaram, hoje, as suspeitas de que os documentos do prefeito foram colocados no local, entre a realização de uma perícia e outra. A comparação das fotos foi feita nesta quarta-feira, no Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil de São Paulo, informaram fontes da polícia.O local na favela fora descoberto e vistoriado, no dia 21 de janeiro, por uma equipe da polícia que investigava quadrilhas de roubo de carros. Nessa primeira vistoria, não foi encontrado o documento de Daniel, uma carta enviada a ele pelo plano de saúde Sul América. Mais de uma semana depois, seguindo outra linha de investigação, o delegadoEdson de Santi, realizou outra diligência no local, quando encontrou o documento.Nas duas ocasiões, o local foi fotografado. O confronto entre os conjuntos de fotografias obtidos pelas duas equipes da Polícia Técnica teriam revelado que o documento realmente não estava no local durante a primeira vistoria. Nem as equipes do IC, que fizeram as fotos, nem os delegados e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) se pronunciaram, hoje, sobre o caso.O deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh, que integra a comissão designada pelo PT para acompanhar as investigações, também não se pronunciou. ?Está ocorrendo um grande vazamento de informações. Por causa disso, decidi, a partir de agora, não falar mais sobre as investigações?, disse o deputado, agora há pouco, quando deixou a sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde estão depondo funcionários da Prefeitura de Santo André.DepoimentoA ex-namorada do empresário Sérgio Gomes de Souza, principal testemunha do seqüestro, Cíntia de Oliveira deixou o prédio do DHPP, onde começou a depor no início da tarde de hoje. Ela também não falou sobre o seu depoimento. O deputado estadual Donisete Braga (PT), que acompanhou o depoimento de Cíntia, assessora parlamentar dele, afirmou que o depoimento foi ?meramente formal?. ?Averdade é que as investigações continuam na estaca zero?, disse ele.

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