Fracassa teste com aparelho que detecta túneis no Rio

O aparelho Interragator, que deveria detectar túneis subterrâneos, não funcionou hoje durante demonstração feita para o presidente da Empresa de Obras Públicas (Emop), Carlos Augusto Siqueira. O equipamento - que lembra um cortador de gramas acoplado a um computador - foi testado por técnicos da empresa paulista Sotenco na favela do Catiri, ao lado do complexo penitenciário de Bangu, zona oeste do Rio. A promessa era de que a máquina indicaria o local exato do túnel de 80 metros de extensão e 90 centímetros de largura descoberto pela polícia no dia 22 de janeiro.De acordo com Siqueira, um novo teste deve ser feito nesta quarta-feira. O governo estadual quer usar o equipamento para evitar esta modalidade de fugas de presídios. Se alugado, o Interragator custará R$ 14 mil mensais aos cofres estaduais. O preço de compra é de R$ 140 mil. Para o presidente da Emop, não se pode dizer que o teste foi um fracasso. "A máquina falha, é normal. Nós, técnicos, estamos acostumados com isso". Outras marcas de aparelhos similares poderão ser pesquisadas.Segundo os representantes da Sotenco - empresa paulista que importa a máquina do fabricante norte-americano Vermeer - o Interragator identifica redes de alta tensão, galerias pluviais e de esgotos, estruturas metálicas e fibras óticas que estejam até a sete metros de profundidade.

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