Fralda descartável salva bebê de 1 ano e 6 meses no Recife

Bebê caiu do terceiro andar e fralda ficou presa no parapeito do prédio e ele teve pequenas fraturas

Angela Lacerda, O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2008 | 11h52

Um bebê de 1 ano e 6 meses foi salvo por uma fralda descartável após cair do terceiro andar de um prédio em Boa Viagem, no Recife, no fim da manhã desta terça-feira, 26. O menino teve a queda amortecida pela fralda que usava e que ficou presa nos grampos de ferro do muro do prédio.   A criança ainda permaneceu algum tempo suspensa antes de chegar ao chão, levando uma queda de pouco menos de dois metros. Quebrou o fêmur e uma costela do lado esquerdo. Não sofreu um arranhão sequer dos grampos."Meu filho nasceu de novo", disse, emocionado, Alexandre César Massaneiro, de 23 anos, sobre o fato inusitado - com final feliz - que envolveu seu filho caçula, Cauã, e chamou a atenção do País.   Por volta das 10h30, o bebê estava ao lado da mãe, no quarto do apartamento do edifício Jardim Tropical, enquanto ela dobrava e guardava roupas. Sem que ela percebesse, ele foi para a sala, subiu no sofá - o que nunca havia feito antes - debruçou-se na janela e caiu do terceiro andar, de uma altura de cerca de oito metros.   "Foi tudo muito rápido", disse o pai, que estava trabalhando no momento do acidente. Segundo ele, uma vizinha foi a primeira a socorrer a criança. "Ela soprou na sua moleira, porque ele não estava chorando e alertou o síndico e a família".   Somente então, a mãe do bebê, de 21 anos, que entrou em estado de choque ao ver o filho que há poucos minutos brincava ao seu lado, soube do ocorrido. Ela o acompanhou ao hospital, onde permanece ao seu lado. O garoto deverá receber alta nesta quinta-feira, 28.   Para Alexandre, o filho foi alvo de um milagre. "Foi Deus quem salvou meu filho", afirmou ao minimizar o papel da fralda no ocorrido, para ele apenas um instrumento para a salvação de Cauã. "Deus o salvou", repetiu.   O casal, evangélico, mora no Recife há quatro meses. Veio do litoral de Santa Catarina e ainda divide temporariamente o apartamento com uma prima catarinense. Ao perceber que o caso iria ter repercussão nacional, Alexandre telefonou para os familiares para contar que o bebê estava bem e que eles não ficassem alarmados.   Sua primeira iniciativa agora será a de colocar grade e tela nas janelas do apartamento alugado. Alexandre trabalha em uma empresa catarinense e, além de Cauã, tem uma filha um ano mais velha. Policiais estiveram no local no dia do acidente e pediram que nada fosse mexido para a realização da perícia.   Alexandre deu entrevista à imprensa à tarde, quando foi conferir se a fralda continuava no mesmo lugar. De acordo com vizinhos, ela estava originariamente voltada para o prédio Jardim Tropical, mas a chuva e o vento a jogaram para o outro lado do muro, que dá para o prédio vizinho.   De acordo com o delegado da Gerência de Proteção da Criança e do Adolescente (GPCA), Carlos Onofre, foi feito boletim de ocorrência e aberto inquérito policial. Familiares e testemunhas serão ouvidos para apurar eventual negligência no caso e exames de perícia serão solicitados ao Instituto de Criminalística..   (Com Solange Spigliatti, do estadao.com.br)   Texto ampliado às 18h51

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