Fralda salva bebê de queda do 3º andar

Criança de 1 ano e 6 meses fraturou um fêmur e uma costela no Recife

Angela Lacerda, O Estadao de S.Paulo

28 Agosto 2008 | 00h00

Um bebê caiu do terceiro andar do prédio onde mora no bairro da Boa Viagem, em Recife. A queda foi amortecida pela fralda que ele usava, que ficou presa nos grampos de ferro do muro do prédio. Ele quebrou o fêmur e uma costela. Não sofreu um arranhão sequer dos grampos."Meu filho nasceu de novo", disse Alexandre César Massaneiro, de 23 anos, sobre Cauã, seu filho de 1 ano e meio. Por volta das 10h30 de anteontem, o bebê estava ao lado da mãe, no quarto do apartamento onde moram, enquanto ela dobrava e guardava roupas. Sem que ela percebesse, ele foi para a sala, subiu no sofá - o que nunca havia feito antes -, se debruçou na janela e caiu do terceiro andar, de uma altura de cerca de oito metros. A queda foi amortecida pela fralda que usava e que ficou presa nos grampos. A criança ainda permaneceu algum tempo suspensa antes de chegar ao chão, levando-o a uma queda de pouco menos de dois metros. "Foi tudo muito rápido", disse o pai, que estava trabalhando no momento do acidente. Segundo ele, uma vizinha foi a primeira a socorrer a criança. Somente então a mãe do bebê, de 21 anos, soube do ocorrido. Ela ficou em estado de choque ao ver o filho, que poucos minutos antes brincava ao seu lado. A alta da criança deve ocorrer hoje. MILAGRE Os pais de Cauã moram no Recife há quatro meses. Vieram do litoral de Santa Catarina e ainda dividem temporariamente o apartamento com uma prima. Alexandre disse que, agora, vai providenciar a colocação de grade e tela nas janelas do apartamento alugado. Além de Cauã, ele tem também uma filha de 2 anos e meio. Ele trabalha para uma empresa de Santa Catarina. De acordo com o delegado da Gerência de Proteção da Criança e do Adolescente (GPCA), Carlos Onofre, foi feito boletim de ocorrência e aberto inquérito policial. Familiares e testemunhas serão ouvidos para apurar eventual negligência no caso e exames de perícia serão solicitados ao Instituto de Criminalística.

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