França aponta 'embaixador' para apuração sobre voo 447

Pierre-Jean Vandoorne também será responsável por acordos com as famílias das vítimas

Agência Estado,

07 de junho de 2009 | 17h58

O governo da França informou que indicou um "embaixador" para ajudar a coordenar as investigações sobre o acidente do voo 447 da Air France e as famílias das vítimas do desastre. O avião desapareceu no Oceano Atlântico na madrugada da segunda-feira passada quando viajava do Rio de Janeiro a Paris. Pierre-Jean Vandoorne, funcionário do Ministério das Relações Exteriores da França, também será responsável por acordos com as famílias das vítimas. Um total de 228 pessoas estavam no voo que desapareceu no começo da semana passada.

 

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Em comunicado publicado neste domingo, 7, o escritório do primeiro-ministro François Fillon disse que a missão de Vandoorne também será "facilitar as relações" das famílias com a Air France e com o governo francês. O comunicado informa que uma fragata e um helicóptero militar franceses estão chegando à área do Atlântico onde militares e especialistas brasileiros buscam por restos do avião e corpos das vítimas. Um submarino francês deverá chegar à área na quarta-feira para ajudar nas buscas.

 

 

Buscas

 

Mais três corpos foram localizados pela corveta Caboclo, da Marinha Brasileira, e serão transferidos para a fragata Constituição, que já contava com os dois cadáveres localizados no sábado a bordo. Por conta disso, a Constituição, que já estava  a caminho de Fernando de Noronha, teve de retornar à área de buscas, e os cinco corpos só deverão chegar ao arquipélago na segunda-feira, 8, informa a Marinha.

 

Em entrevsita coletiva, o tenente-coronel Henry Munhoz, da Aeronáutica, e o capitão-de-fragata Giucemar Tabosa, da Marinha, disseram que ainda não foi possível determinar o sexo das novas vítimas do desastre resgatadas. Outros corpos, além de centenas de objetos, foram avistados e serão recolhidos nas próximas horas, dizem as autoridades. Esse material será levado a Fernando de Noronha para catalogação.

 

Entre os objetos avistados, há poltronas, máscaras de oxigênio, monitores do tipo usado para a exibição de filmes em aviões, fiação e objetos pessoais. A natureza desses objetos pessoais só será divulgada às famílias das vítimas.

 

O tenente-coronel disse também, em entrevista coletiva, que a Air France confirmou que o número de série de uma poltrona recuperada "corresponde certamente" a seus aparelhos, mas ainda não esclareceu que seja do avião acidentado.

 

No entanto, Munhoz Wender afirmou que "não há mais dúvida de que tudo o que está sendo encontrado é do avião acidentado" nem de que "os corpos são de pessoas que estavam nesse aparelho".

 

O porta-voz militar afirmou que foram recuperadas "partes das asas e da estrutura" do avião, "máscaras de oxigênio e outras centenas de objetos".

 

As operações de busca e resgate serão concentradas na área onde esses corpos estão sendo avistados, disseram os oficiais, acrescentando que o avião R-99, que conta com radar para buscas, continuará a fazer varreduras.

 

Homenagens

 

O cirurgião plástico Roberto Corrêa Chem, a sua esposa Vera Chem e Letícia Chem, filha do casal, vítimas gaúchas do voo 447 da Air France, foram homenageadas na manhã deste domingo com a realização de missa na Igreja da Ressurreição, no Colégio Anchieta, em Porto Alegre. Cerca de mil pessoas, dentre as quais estiveram muitos profissionais da área da saúde e autoridades políticas, lotaram o local.

 

No final da cerimônia, o também médico Eduardo Chem, filho de Roberto e Vera, se emocionou ao agradecer o apoio recebido de amigos, familiares e colegas de trabalho. Cauteloso, ele preferiu não se manifestar sobre a descoberta dos primeiros corpos e evitou alimentar a esperança de sepultar os pais e a irmã. As três vítimas embarcaram no voo 447 da Air France, que partiu do Rio de Janeiro com destino à Paris, para iniciar o período de férias, que culminaria com a estadia na Grécia.

 

  

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