França apresenta segundo relatório sobre acidente no voo 447

Familiares das vítimas estão insatisfeitos com ritmo da investigação, considerado lento, e explicações vagas

Efe,

17 de dezembro de 2009 | 07h58

O organismo francês encarregado da segurança aérea apresenta nesta quinta-feira, 17, seu segundo relatório sobre o voo da Air France que se acidentou quando ia do Rio de Janeiro para Paris no dia 1º de junho, causando a morte de seus 228 ocupantes.

 

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Os familiares das vítimas manifestaram recentemente seu descontentamento com o Organismo de Investigação de Acidentes (BEA, na sigla em francês) tanto pelo ritmo de seus trabalhos, lento, segundo sua opinião, quanto pelas explicações, até agora bastante vagas.

 

Em seu primeiro relatório em outubro, o BEA descartou a possibilidade de o avião ter explodido no ar, e indicou que o aparelho chegou a tocar na água em uma manobra da tripulação para tentar evitar o choque contra o mar. Logo depois disse que teria havido uma "forte aceleração vertical".

 

A primeira hipótese apontava que o Airbus da companhia francesa teve que atravessar uma zona de forte turbulência e perdeu o sinal, em uma área mal coberta pelos radares, no meio da travessia atlântica.

 

Pelas mensagens automáticas emitidas pelo avião, os sensores de velocidade não funcionaram corretamente por causa do gelo, o que, segundo certas hipóteses, pode ter provocado a catástrofe.

 

Embora os investigadores não tenham confirmado a participação dos sensores no acidente, a Air France acelerou o programa de substituição destes por outros de tecnologia mais avançada.

 

No documento que será mostrado nesta quinta à imprensa, espera-se que apareçam elementos sobre a meteorologia, mensagens de manutenção automática transmitidos pelo Airbus A330 momentos antes do acidente, assim como a análise das medidas de velocidade, aparentemente incoerentes entre os diferentes sensores do avião.

 

Por outro lado, o BEA procura uma empresa especializada no rastreamento dos fundos marítimos para tentar localizar o restante da fuselagem do aparelho no fundo do Atlântico, presumivelmente a cerca de 4 mil metros sob o nível do mar.

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