França doou prédio em 1923

Construção foi erguida para Exposição Internacional

Clarissa Thomé, RIO, O Estadao de S.Paulo

19 de junho de 2009 | 00h00

O prédio que serve de sede para a posse dos imortais da Academia Brasileira de Letras é uma réplica perfeita do Petit Trianon, construído pelo rei Luís XV nos jardins do Palácio de Versalhes, em 1760, e que mais tarde foi presenteado a Maria Antonieta por seu marido, Luís XVI. O edifício foi erguido em 1922 para ser o pavilhão da França durante a Exposição Internacional comemorativa dos 100 anos da Independência do Brasil e, no ano seguinte, foi doado à ABL pelo governo francês.Pavilhões representativos de países e Estados foram construídos no centro do Rio, nos moldes de outras grandes feiras internacionais que celebravam o progresso. Para abrir espaço para tantos prédios, acabou-se com o Morro do Castelo e aterrou-se parte da Baía de Guanabara.O Petit Trianon carioca era vizinho do pavilhão do Japão, um pagode, e do dos Estados Unidos - o terreno hoje é ocupado pelo Consulado americano. "O arquiteto Lúcio Costa fez um estudo e disse que nunca viu cópia tão perfeita de uma obra", comentou o presidente da ABL, Cícero SandroniA arquiteta Carmem D?Elia lembra que o Petit Trianon é o único prédio dos representantes internacionais que resistiu. Apenas outros três prédios, que representavam o Brasil na exposição de 1922, ainda estão de pé.

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