França encerra quarta fase de buscas ao AF-447

Nesta sexta, 8, será definida a próxima missão, destinada a recolher destroços e corpos das vítimas

Andrei Netto, O Estado de S. Paulo

07 Abril 2011 | 19h57

PARIS - A quarta fase da busca pelos destroços do voo AF-447 acaba nesta sexta-feira, 8, no oceano Atlântico. Sete dias depois de localizar o Airbus A330-200 a uma profundidade de 3,9 mil metros, a tripulação do navio Alucia, que realizou a expedição liderada por instituto americano, a serviço do governo da França, deixa a região e se dirigirá ao porto de Suape, em Pernambuco. Já em Paris, acontece amanhã a definição sobre a quinta fase das buscas, destinada a recolher os pedaços da aeronave e os corpos das vítimas.

 

O fim da quarta fase foi comunicado em nota oficial divulgada na tarde de ontem pelo Escritório de Investigação e Análise (BEA), na cidade de Le Bourget. "A equipe a bordo do navio Alucia encerrará as operações submarinas sexta-feira (hoje). O navio deixará a zona de buscas sábado e deverá chegar ao porto de Suape, no Brasil, na manhã de terça-feira, 12 de abril." O BEA não informou detalhes sobre as filmagens e fotografias realizadas na região do desastre durante os últimos sete dias, nem sobre eventuais avanços na busca às caixas-pretas da aeronave.

 

Se por um lado a quarta etapa chega ao fim, o governo da França deve anunciar hoje a empresa vencedora da licitação para a quinta fase, na qual será realizada a coleta do material localizado no fundo do mar. Duas empresas francesas, o estaleiro Louis Dreyfus Armateurs - que participara da Fase 1 de buscas - e France Telecom, se candidataram e dividem as chances com a americana Phoenix International, cujos navios haviam participado da Fase 3.

 

Qualquer que seja o vencedor, o trabalho de repescagem dos destroços será realizado por navios equipados de cabos e de submarinos-robôs ROV (Remote Operating Vehicule), que mergulharão até os destroços. O comando em alto-mar será do diretor de Investigações do BEA, Alain Bouillard. Na segunda-feira, o engenheiro ressaltou que a prioridade das buscas será a localização das caixas-pretas. Caso elas sejam encontradas, pode não ser necessário repescar outras peças da aeronave.

 

Além dos destroços, uma operação ainda mais delicada será realizada em paralelo: o resgate dos corpos que foram localizados no sítio do acidente. Segundo o BEA, a baixa temperatura da água ajudou a preservar as vítimas. Após as buscas, terá início o trabalho de identificação dos corpos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.