Divulgação/BEA
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França encontra chassi de caixa-preta do voo 447 em primeiro mergulho

Objetos gravadores do Airbus A330, porém, ainda não foram localizados; busca e resgate de peças continuam

Estadão.com.br, com agências internacionais

27 Abril 2011 | 14h15

PARIS - O chassi de uma das caixas-pretas do Airbus A330, que fazia o voo 447 da Air France, foi encontrado nesta quarta-feira, 27, anunciou o Escritório de Análises e Investigações da França (BEA, na sigla em francês). O "módulo que protege e contém os dados" de parâmetro técnico, no entanto, não foi achado. O avião caiu no Oceano Atlântico em junho de 2009, quando fazia o trajeto Rio-Paris. Todos os 228 passageiros que estavam a bordo morreram.

 

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O BEA disse que o robô Remora 6000 achou a peça no primeiro mergulho que fez, durante cerca de 12 horas ontem, e que o segundo mergulho já está em andamento. Haviam outras partes da fuselagem da aeronave ao redor do objeto encontrado. A maior parte dos destroços foi descoberta apenas recentemente, assim como corpos de vítimas.

 

O módulo que guarda os dados do voo, com formato de uma pilha redonda de tamanho grande, é denominado Crash Survivable Memory Unit (Unidade de Memória que Resiste a Acidentes, em tradução livre).

 

Os investigadores esperam que as caixas-pretas possam ajudar a determinar o que provocou o acidente. As peças foram criadas para resistir a um forte choque, assim como a temperatura de 1.100ºC por cerca de uma hora e pressão submarina de 6.000 metros de profundidade por seis meses.

 

A Força Aérea Brasileira - que participou das primeiras operações de busca e tem um representante junto às autoridades francesas - disse que ainda não tinha informações sobre a nova descoberta do BEA.

 

 

Esforços. Esta é a quinta vez que são realizadas buscas pelas caixas-pretas da aeronave, uma operação que está sendo conduzida usando um veículo de resgate equipado com submarinos não-tripulados.

 

Segundo o BEA, dois grupos de trabalho foram formados para resgatar e investigar o acidente. Um deles analisa as 15 mil fotos dos destroços tiradas por outros robôs na fase anterior das buscas, sobretudo as da parte traseira do Airbus, onde se situam as caixas-pretas.

 

O segundo grupo estuda os procedimentos ligados à recuperação das duas caixas-pretas, dos calculadores de voo e de outras peças do avião consideradas úteis para as investigações, como os motores e as asas.

 

O navio francês Ile de Sein saiu na sexta-feira do porto de Dacar, no Senegal, e chegou ontem ao local onde as peças foram achadas. Segundo o BEA, 68 pessoas estão a bordo da embarcação, que leva, além do robô-submarino Remora, um guindaste que pode içar várias toneladas de material.

 

 

(Com AP, EFE, Reuters e BBC Brasil)

 

Atualizado às 15h09

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