Franceses são assassinados em ONG no Rio de Janeiro

Três franceses foram assassinados na manhã desta terça-feira na sede de uma ONG em que trabalhavam na zona sul do Rio de Janeiro. Três homens, acompanhados de um funcionário da ONG Terra Ativa, entraram no Edifício Petrônio, na Rua Ronald de Carvalho 55, em Copacabana. Os diretores da ONG, identificados apenas como Delphine Douyère e Christian Doupes, e o funcionário Jérôme Faure, foram rendidos e mortos a facadas. Vizinhos ouviram gritos e chamaram a polícia. Cristian e Delfine eram casados, moravam no nono andar do edifício, onde funciona a ONG, e tinham um filho, Max de 2 anos, que nada sofreu. Tarsio Wilson Tamires, 25 anos, funcionário ONG que tentava sair do prédio com a mão ensangüentada, foi o primeiro a ser detido; ele alegou que havia se cortado num computador. Tarsio foi um dos adolescentes assistidos pela ONG Terra Ativa, dirigida pelo casal, e trabalhava com a organização havia dez anos. O segundo suspeito foi preso ao buscar socorro no hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste. Ele estava esfaqueado e tinha o mesmo nome de um documento encontrado no apartamento onde o crime foi cometido. O suspeito seria levado para a delegacia de Copacabana. Segundo informações da polícia do Rio, o crime foi premeditado, já que foram encontradas máscaras de carnaval que foram usadas para cobrir o rosto dos assassinos. Segundo um dos presos, foram usadas luvas cirúrgicas e facas com a finalidade de cometer o crime. O porteiro do prédio contou à polícia que um dos assaltantes havia saído ferido. No apartamento da Rua Ronald Carvalho, onde funcionava a ONG, a polícia encontrou marcas de luta. Havia marcas de sangue nas paredes e as três vítimas foram muito agredidas. Texto alterado às 14h21 para acréscimo de informações.

Agencia Estado,

27 Fevereiro 2007 | 11h48

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