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Franceses vêm ao Brasil para iniciar exame de destroços

Até agora, foram recolhidas 37 peças, incluindo o estabilizador vertical, que ficarão à disposição do BEA

Monica Bernardes e Angela Lacerda, O Estadao de S.Paulo

12 de junho de 2009 | 00h00

Depois de dez dias de buscas pelas vítimas e por peças do Airbus, os primeiros destroços retirados do mar foram desembarcados ontem, em Natal (RN). São 37 peças (de médio e pequeno porte), que deverão ser encaminhadas ao Recife até domingo, ficando disponíveis para os investigadores franceses. Dois representantes do BEA também chegam à capital pernambucana no domingo para iniciar o processo de catalogação do material, que será utilizado na investigação sobre as causas do acidente. Ainda está sendo aguardada a chegada de representantes da Air France nos próximos dias. A eles caberá a guarda de bagagens das vítimas que venham a ser resgatadas.O estabilizador vertical do Airbus da Air France, amplamente visto nas fotos feitas pela Marinha, segue a bordo da Fragata Constituição, que ontem se reintegrou às buscas. A peça, que traz na sua composição o leme e o profundor da aeronave, também será desembarcada no Porto do Recife.As buscas por destroços e corpos no espaço aéreo sob controle de Dacar tiveram início ontem e estão a cargo do avião francês Falcon 50, de acordo com determinação do Salvaero, no Recife. O Falcon 50 é uma das duas aeronaves estrangeiras envolvidas na operação, juntamente com outros 12 aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Mas, de acordo com oficiais da Aeronáutica, as aeronaves brasileiras C-130 Hércules e C-105 Amazonas, além do avião radar R-99, têm capacidade técnica e autonomia de combustível para ajudar. A ampliação do rastreamento pela área de controle aéreo do Senegal - em área autorizada de 32 mil km² - ocorreu por causa da mudança da corrente marítima para o norte. Ontem, no entanto, a corrente voltou a mudar de sentido, de norte para oeste, o que significa que o que estava sendo levado para o espaço aéreo senegalês começou a voltar para o perímetro brasileiro. 700 HORASAo longo dos últimos dez dias, as aeronaves envolvidas na operação voaram um total de 700 horas. Desse total, a Força Aérea Brasileira cumpriu 597 horas de voo e os aviões estrangeiros (Estados Unidos e França) voaram o restante. Mais envolvidos nas missões de busca visual, o C-130 Hércules, o C-105 Amazonas e o P-95 Bandeirante Patrulha voaram um total de 490 horas. Já o avião R-99, equipado com radares de sensoriamento remoto, fez rastreamentos por 80 horas, realizando uma média de três missões de busca eletrônica por madrugada.

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