Fraudadora do INSS poderá sair da prisão duas vezes por mês

A fraudadora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Jorgina de Freitas, condenada por desviar US$ 114 milhões, poderá sair da prisão duas vezes por mês, sem escolta policial, para visitar a família. O benefício foi concedido porque a ex-advogada já recebeu benefício de progressão para o regime semi-aberto, por ter cumprido um sexto de sua a pena e ter bom comportamento.Jorgina também poderá sair no dia de seu aniversário, na Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Pais, saindo às 6h e retornando às 22h, e ainda no Natal e no Ano Novo, quando poderá dormir em casa. Segundo despacho do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Miguel Pachá, Jorgina deveria estar cumprindo pena numa unidade prisional destinada a presas em regime semi-aberto, graças a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de dezembro do ano passado. Mas continua no presídio feminino Nelson Hungria, no complexo da Frei Caneca, que só permite regime fechado, porque não há vagas no instituto Romeiro Neto, onde ela deveria ficar. A ex-advogada foi transferida para o Nelson Hungria em maio de 2002, depois de perder as regalias que tinha com a cassação de seu registro profissional pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Desde então, divide uma cela com outras treze mulheres. A fraudadora ficou foragida durante cinco anos, tempo em que morou nos Estados Unidos e na Costa Rica. Em novembro de 1997, entregou-se à Justiça costa riquenha e, no ano seguinte, foi extraditada para o Brasil, para cumprir 12 anos de prisão por peculato. O esquema montado por Jorgina e seu grupo desviou recursos do INSS simulando grandes indenizações por acidente de trabalho. A quadrilha foi descoberta em conseqüência de uma auditoria realizada em 1992 por técnicos do próprio instituto, que encontraram irregularidades em 44 mil carnês de benefício.

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