Fraudadores de concurso público são presos em Brasília

Um centro de diversões de um grande shopping de Brasília, estava sendo utilizado por uma suposta quadrilha para fraudar concurso público. A Polícia Federal prendeu dois rapazes que utilizavam um terminal de computador, ligado à Internet, para passar resultados das questões das provas para a Polícia Rodoviária Federal, que estavam sendo realizadas em alguns locais do Distrito Federal. Os investigadores acreditam que a dupla, e uma terceira pessoa, faça parte de um esquema que atua em todo o País. João Luis Salviano Gomes e Stanley Pinheiro Porto foram presos quando deixavam o Pier 21, um dos mais elegantes shopping do Distrito Federal, localizado às margens do Lago Sul, em Brasília. Os dois estavam passando resultados das provas para outras 23 pessoas, por meio de pagers e telefones celulares. Um outro rapaz, identificado apenas por "Gênio", respondia às questões e repassava para a dupla, que imediatamente transmitia para os candidatos que, muitas vezes, recebiam os resultados dentro dos banheiros nos locais das provas. Os 23 candidatos, que a PF liberou prestarem depoimento, confessaram que pagavam entre R$ 4 mil e R$ 20 mil pelas respostas das questões, que eram resolvidas em Urberlândia. Segundo o superintendente da PF no Distrito Federal, Euclydes Rodrigues Filho, há a possibilidade de o grupo ter atuado também em Goiás, Minas Gerais e Maranhão. Segundo a coordenador do concurso, Romilda Macarini, da Universidade de Brasília (UnB), que faz os gabaritos, não há a necessidade de cancelamento das provas.

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