Freira acusada de adoções ilegais é libertada

A irmã Anilse Terezinha Bianchini, de 58 anos, presa no quartel do Corpo de Bombeiros, em Guarapuava, a cerca de 240 quilômetros de Curitiba, foi libertada ontem à tarde, por decisão do Tribunal de Justiça do Paraná. Os desembargadores atenderam ao pedido de habeas-corpus impetrado pelo advogado Miguel Nicolau Júnior.Entre os argumentos, pesou o fato de a irmã estar detida há 95 dias, quando o prazo estipulado para a conclusão dos trabalhos do Ministério Público é de 81 dias. Nicolau Jr. sustentou ainda que a irmã é ré primária, tem bons antecedentes e que falta apenas uma testemunha de acusação para ser ouvida.Acusada de intermediar adoções irregulares, maus-tratos a crianças e coação a testemunhas, a freira estava presa desde o dia 24 de junho. Parte desse período ela passou no Hospital Nossa Senhora de Belém, por sofrer de problemas circulatórios nas pernas. Em depoimento à Justiça, a irmã admitiu ter intermediado três adoções irregulares. Ela justificou seu ato por questões humanitárias, alegando que, com os pais legítimos, as crianças correriam risco de morte.No depoimento, ela negou ter maltratado as crianças da Creche Santa Terezinha, que dirigiu por 10 anos, assim como coação a testemunhas. A religiosa poderá aguardar a sentença da juíza Carmen Mondin, da 1ª Vara Criminal de Guarapuava, na casa provincial das Irmãs Vicentinas, em Curitiba.

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