Fronteira amazônica terá controle ampliado

Acordo entre Brasil e Bolívia vai permitir missões conjuntas de combate ao tráfico e ao contrabando

Denise Chrispim Marin, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

26 de setembro de 2008 | 00h00

Os governos do Brasil e da Bolívia concordaram ontem em reforçar o controle militar e policial da fronteira, especialmente na região amazônica, por causa do aumento no contrabando e no tráfico de drogas. A decisão foi tomada durante visita do ministro boliviano da Defesa, Walker San Miguel, a seu colega Nelson Jobim e num momento em que a sensibilidade das zonas de fronteiras veio à tona. Na segunda-feira, 15 brasileiros foram assassinados e oito ficaram feridos em uma briga de quadrilhas que disputam o contrabando e o tráfico de drogas e de armas em Guaíra (PR), na fronteira do Paraguai. MADEIRAEm entrevista à imprensa boliviana, San Miguel informou que as forças brasileiras e bolivianas poderão vir a organizar missões conjuntas de repressão na região amazônica. Ele argumentou que o aumento do contrabando de madeira e de automóveis roubados e do tráfico de drogas e de armas obriga os dois países a ações coordenadas entre seus Exércitos, organismos policiais e ambientais e funcionários de imigração. O Ministério brasileiro da Defesa, entretanto, afirmou que ainda não há um acerto sobre possíveis exercícios conjuntos entre as Forças dos dois países sul-americanos. A aproximação Brasil-Bolívia na área de fiscalização de fronteira foi decidida em um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales no dia 15, em Santiago (Chile). Ontem, Jobim e San Miguel trataram também de outra determinação de Lula à Defesa: facilitar a exportação de caminhões brasileiros de uso militar para as Forças Armadas do país vizinho. Do encontro de San Miguel com Jobim participaram também o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e representantes da Polícia Federal e dos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores.

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