Frustrada no Rio tentativa de fuga de prisão

Uma tentativa de fuga da superlotada carceragem da Polinter na 39ª Delegacia de Polícia (bairro da Pavuna, na zona norte do Rio) terminou com três presos baleados, na manhã desta quinta-feira, depois de intensa troca de tiros entre policiais erebelados.O incidente começou por volta das 11h, depois que uma menor de idade visitante conseguiu entrar com uma pequena pistola escondida e entregá-la a umdetento. Os detentos renderam o carcereiro, conseguiram pegar duas pistolas e um fuzilna sala da segurança, abriram as celas e se preparavam para fugir, quando foraminterceptados pelo delegado Eli Alves.Eles tentaram abrir caminho à bala, e o policial ?auxiliado por plantonistas ? respondeu com tiros, o que os levou a recuar. Seis unidades da Polícia Civil, alertadas, foram ao local. O diretor da Polinter, Luis Antônio Buzzinaro, passou a comandar as negociações com os presos, que chegaram a manter um dos carcereiros como refém.Dois outros integrantes da guarda conseguiram se isolar no segundo andar da delegacia, trancando-se em uma sala, e foram resgatados pelo telhado. Cerca de cem policiais civis e militares cercavam o prédio da delegacia. Depois de negociar alibertação do refém, os criminosos começavam a entregar as armas, quando um deles tentou nova fuga.?Duas pistolas já estavam no chão, quando o cara que veio entregar uma arma botou ofuzil na minha cara, a um metro e meio de distância, e começou a disparar. Só tivetempo de me jogar para trás para me desviar. Os policiais que estavam comigoreagiram, e os presos voltaram para as celas. Tivemos de invadir a carceragem?, disseBuzzinaro.Durante o intenso tiroteio que se seguiu, três detentos foram feridos, e o diretor daPolinter foi atingido na mão por uma bala ricocheteada, mas só ficou levemente ferido.?Tentaram sair para cima de mim, mas só vão fugir para o cemitério. Só negocio a vidados presos, não a liberdade deles.?O motim terminou às 12h45. Por toda a delegacia,buracos de bala na parede e cápsulas espalhadas pelo chão. A carceragem da 39ª DP, que é administrada pela Polinter, tem capacidade para, ?no máximo 40 presos?, segundo Buzzinaro, mas abriga cerca de 150 detentos.?É claro que está superlotado, mas o Desipe (Departamento do Sistema Penitenciário) nos dápouquíssimas vagas. O Estado precisaria de mais umas 15 casas de custódia, mas faltam recursos?, lamentou Buzzinaro.

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