Fuga em presídio perto de Natal é caso isolado e não há sinal de rebelião, diz secretário do RN

Os 15 detentos que escaparam da penitenciária perto de Natal eram da ala de condenados por crimes de estupro e violência sexual

Karla Spotorno, O Estado de S. Paulo

07 Janeiro 2017 | 21h08

 A fuga de 15 detentos da Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), na região metropolitana de Natal (RN), é um caso isolado e não tem relação com a situação nos presídios de Manaus e Boa Vista. A afirmação é do secretário estadual de Justiça e Cidadania, Wallber Virgolino. "Aqui não tem sinal de rebelião", afirmou em entrevista por telefone ao Broadcast, sitema de notícias em tempo real da Agência Estado. "São fugas isoladas. Não têm ligação com o que aconteceu em Manaus e Roraima", afirmou Virgolino.

Os 15 detentos que escaparam da penitenciária perto de Natal eram da ala de condenados por crimes de estupro e violência sexual. Desses 15, cinco haviam sido capturados até as 20h40, segundo confirmou o secretário de Estado. Essa foi a segunda fuga em 2017 de presos em penitenciárias no Rio Grande do Norte.

Em entrevista ao Broadcast, a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado do Rio Grande do Norte, Vilma Batista, afirma que a recorrência de fugas explica-se no fato de os túneis não serem fechados totalmente. "Embaixo dos pavilhões, é um verdadeiro queijo suíço", diz Vilma por telefone. "Hoje fecharam a entrada (do túnel), mas os canos (os buracos) continuam abertos lá embaixo", afirmou.

Vilma relata que o presídio de Parnamirim tem cerca de 15 anos e que nunca passou por uma reforma adequada. Ela relata que não há celas fechadas em pavilhões da penitenciária porque as grades e divisórias foram destruídas nos últimos motins. "Não tem manutenção", disse.

O secretário confirmou que há problemas de manutenção e que os túneis não estão completamente fechados. Virgolino afirmou que há três projetos de novos presídios no Estado. Um deles já está em construção. Outros dois estão em processo de licitação.

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