Fugitivo de Hortolândia é preso na Grande SP

Policiais militares do 14º Batalhão, de Osasco, recapturaram, no final da noite de ontem, Gilvan Mendes de Carvalho, de 31 anos, que possui em seu currículo três fugas de cadeias e inúmeros roubos, crime pelo qual ele acabou detido ontem, no bairro de Vila Yolanda, quando fazia mais uma vítima de seqüestro-relâmpago. Assim que chegou ao 1º Distrito Policial de Osasco, o bandido apresentou ao delegado um documento de identidade em nome de Marcos Portela Gilardino, que, por coincidência, é procurado pela polícia por receptação dolosa e apropriação indébita. Mas, durante o interrogatório, o criminoso confessou seu verdadeiro nome. Segundo o delegado Jorge Batista Godói, Gilvan já fugiu de presídios em 93, 95 e, por último, em 2002, da Penitenciária de Hortolândia, região de Campinas, interior de SP. "Só não matei os policiais porque minha pistola estava travada e não deu tempo de atirar", disse o bandido ao delegado quando era interrogado.Juntamente com um comparsa, por volta das 22h de ontem, Gilvan rendeu o engenheiro chinês X.H.I.Y, de 39 anos, quando este chegava em casa, em sua caminhonete Peugeot, na Lapa, zona Oeste da capital. Em posse de cartões bancários da vítima, a dupla, armada com uma pistola Taurus calibre 7.65, circulou com o engenheiro pelas ruas de Osasco, à procura de caixas eletrônicos. Moradores da Rua Capitão Benome Bezerra Pinheiro, em Vila Yolanda, desconficaram da caminhonete com dois ocupantes parada por mais de 5 minutos.Policiais militares foram acionados e detiveram Gilvan que ainda teve tempo de sair do carro da vítima, mas não conseguiu reagir. O comparsa do detido, a pé, havia se deslocado em direção a um caixa para realizar o saque e continua foragido. O criminoso foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Osasco e, depois, será transferido de volta para o interior. "Esperamos que desta vez não fuja novamente", disse o delegado Godói. Gilvan foi indiciado nos artigos 157 e 304, roubo e uso de documento falso. O comerciante, exceto o susto, nada sofreu.

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