Fugitivo que fez família refém em Campinas só falará a juiz

O homem que fez uma família refém por 56 horas na periferia de Campinas, entre terça e quarta-feira, disse, nesta sexta, que só falará sobre o seqüestro na frente de um juiz. Foi o que disse Gleison Flávio de Salles, de 23 anos, na Delegacia de Investigações Gerais de Campinas. O homem, que antes de fazer a família refém tentou roubar um videogame em uma galeria de lojas próximo à residência da atendente Mara Sílvia de Souza, no Jardim Novo Campos Elísio, periferia de Campinas, foi capturado por volta de 20 horas de quinta-feira. O cárcere da família só chegou ao fim depois que o Grupo de Ações Táticas e Estratégicas (Gate) da PM entrou em ação e invadiu a residência. Preso, o rapaz permanece na Unidade de Detenção Temporária do 2º DP de Campinas. Segundo informou o delegado seccional, Paulo Afonso Tucci, Salles será levado para o Complexo Penitenciário Campinas-Hortolândia, de onde fugiu em outubro de 2005, na tarde desta sexta-feira. Devido aos diversos crimes que fazem parte da ficha policial do criminoso, a Polícia acredita que ele já tem muita experiência criminal e isso teria motivado o pedida de apenas falar para o juiz. Salles vai responder pelo supostos crimes de seqüestro e cárcere privado qualificado (pelo sofrimento das vítimas), porte ilegal de arma, disparo de arma e roubo qualificado (uso de arma). Segundo informou Tucci, a pena mínima para estes crimes é de 12 anos de prisão. Anteriormente, Salles foi preso por quatro tentativas de homicídio e porte ilegal de armas, em 2005. Crimes que configurariam pena de 30 anos de prisão no caso de condenação. Contra o homem, ainda não pesa nenhuma condenação.

Agencia Estado,

27 Abril 2007 | 14h19

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