Salmo Duarte/Agência RBS/Estadão Conteúdo
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Fumaça de incêndio faz moradores saírem de São Francisco do Sul, em SC

Segundo a Defesa Civil, fumaça não é tóxica, mas pode causar irritações na pele, nos olhos e nas vias respiratórias; 70 pessoas foram atendidas e recomendação é evitar inalação

Tomás M. Petersen , Especial para o Estado

25 Setembro 2013 | 11h17

Atualizado às 12h57

FLORIANÓPOLIS - Um incêndio que começou na noite de terça-feira, 24, após uma explosão em um galpão de fertilizantes em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, causou a remoção de pessoas em pelo menos quatro bairros do município. O galpão pertence à empresa Global Logística e armazenava cerca de dez toneladas de fertilizante à base de nitrato de amônia. Equipes de bombeiros de cidades da região trabalham para controlar o fogo. A fumaça não é tóxica, segundo a Defesa Civil do Estado, mas pode causar irritações na pele, nos olhos e nas vias respiratórias. O pânico fez muitas pessoas tentarem sair da cidade, causando congestionamentos.

O incêndio começou entre 22h e 23h da noite de terça-feira, 24, no bairro Paulas. O serviço de comunicação social do Corpo de Bombeiros afirmou que pelo menos 70 pessoas tiveram que ser atendidas por respirar a fumaça, mas já foram liberadas.

Em nota oficial publicada às 11h15 desta quarta, a Defesa Civil estadual garantiu que a fumaça não é tóxica, mas causa irritações: "Não é um gás tóxico, é um gás oxidante. As pessoas têm que evitar inalar esse pó, ficando o mais longe possível", alertou o secretário da Defesa Civil de Santa Catarina, Milton Hobus. Se inalada, a fumaça provoca coceira na garganta e náuseas. Cerca de 150 famílias dos bairros próximos ao incêndio foram removidas e a BR -280 está bloqueada na entrada de São Francisco para evitar risco às pessoas.

O principal problema do incêndio é que o nitrato de potássio não é um produto inflamável, mas oxidante. "Causa fumaça, mas não há fogo", disse o soldado Rosa, da assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros. As equipes que trabalham no local jogam água em cima para resfriar. "Se chegar a 500 graus, o produto explode. Tem que deixar ele queimar sozinho", explicou. Há uma carga de 10,5 toneladas de fertilizante, segundo a Defesa Civil, e a previsão dos Bombeiros é de que o procedimento dure a tarde inteira.

O grande volume de fumaça causou pânico na cidade. De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, os bairros Paulas, Iperoba, Reta e Sandra Regina foram os primeiros a serem afetados. Durante a manhã desta quarta-feira, o vento começou a empurrar a fumaça em direção ao mar, atingindo as praias do Capre, Ubatuba e Enseada.

A prefeitura não está coordenando nenhuma manobra de evacuação para fora da cidade, apenas nos bairros próximos ao incidente. A empresa Global Logística, proprietária do galpão incendiado, não atendeu as ligações da reportagem.

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