Fumaça de queimadas fecha aeroporto em Rondônia

O aeroporto de Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, permaneceu fechado durante grande parte desta quinta-feira,7, por causa da fumaça de queimadas e incêndios florestais. Desde a manhã, uma camada espessa de fumaça cobria toda a cidade. Os satélites do serviço de monitoramento de queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registravam 210 focos de incêndios no Estado. De acordo com informações da Infraero, por volta das 8 horas, as operações de pouso e decolagem foram suspensas por razões de segurança. Dois vôos da empresa aérea TAM, procedentes de Brasília, e um procedente de Manaus, foram cancelados. Um vôo da empresa Rico foi desviado para o aeroporto de Rio Branco, no Acre. Passageiros que embarcariam para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília tiveram de esperar até as 16 horas, quando as operações foram liberadas, para seguirem a viagem. A fumaça já havia causado problemas para o tráfego aéreo na quarta-feira, 6, em Rio Branco, onde os satélites do Inpe detectaram 145 focos de incêndios. Fiscais do Instituto do Meio Ambiente do Acre (Imac) e do Ibama, junto com policiais do Pelotão Florestal e do Corpo de Bombeiros, fazem uma operação contra queimadas na região do Alto Acre, a leste do Rio Branco. Em virtude do feriado prolongado por decreto estadual, teme-se que os agricultores aproveitem para atear fogo na mata para limpar áreas a serem cultivadas. As queimadas estão proibidas, no Estado, desde 26 de julho.Focos de incêndioOs satélites do Inpe já registraram 51.278 focos de incêndios, este ano, em todo o Brasil. O mês de agosto, quando termina o período de chuvas na região amazônica, teve 25.808 queimadas. Em julho, tinham sido 5.973. Na primeira semana de setembro, os satélites do Inpe registraram 9.441 focos. Somente na quarta-feira eram 1.902, sendo 1.245 apenas no Estado do Mato Grosso. No Pará, havia 242 incêndios. De acordo com técnicos do Inpe, o período coincide também com o início do preparo de solo para o plantio da safra nas fronteiras agrícolas do Mato Grosso, Rondônia e Pará. Também ocorre neste período a retomada das atividades madeireiras da região, interrompidas durante as chuvas do inverno amazônico. Já nas regiões centro-oeste e sudeste, os focos de queimadas estão relacionados com a colheita da cana-de-açúcar e incêndios acidentais, favorecidos pelos ventos. Havia um número expressivo de focos ontem no Mato Grosso do Sul (74), Paraná (33) e São Paulo (14). Os números de queimadas deste ano ainda estão menores do que os do mesmo período de 2005. De janeiro a agosto, no ano passado, foram registrados 83.520 focos de incêndios em todo o País. (Colaborou João Maurício Rosa)

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