Alessandra Saraiva/AE
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Funcionária do Theatro Municipal escapou da tragédia

Ana Luisa Lima costumava parar o carro perto do desabamento, mas não estava no veículo no momento do acidente; modelo virou ‘massa de metal amassado’

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

28 Janeiro 2012 | 18h23

RIO - A assessora da presidência do Theatro Municipal, Ana Luisa Lima, de 47 anos, pode se considerar uma pessoa de sorte. Ela trabalhava no prédio principal do teatro na noite de quarta-feira, quando o anexo foi danificado após desabamento de três edifícios da Av. 13 de maio, no Centro do Rio. Eram nove horas da noite, seu horário costumeiro de saída, quando ocorreu o desastre.

 

Neste horário, Ana Luisa costuma pegar o seu carro, sempre estacionado na Rua Manuel de Carvalho, em frente ao anexo, para o trajeto de volta para casa. Mas, momentos antes de sair, um estrondo e muita fumaça atraíram a atenção de todos os que trabalhavam no teatro.

 

"Eu olhei pela janela. Só tinha fumaça, poeira e fogo. E meu carro tinha desaparecido. Não dava para ver a rua" afirmou. Hoje, a funcionária pública voltou ao local para recuperar seu carro, juntamente com sua seguradora.

 

O veículo, um Fox 2010, resgatado pelos profissionais que trabalham no local, era uma massa de metal amassado irreconhecível. "Fico feliz por não estar no carro naquela hora. Mas triste pelo que aconteceu. Foram muitas vidas perdidas" afirmou.

 

O Theatro Municipal informou ontem, via assessoria de imprensa, que a programação foi adiada de março para maio, devido ao desastre. Neste momento, o prefeito Eduardo Paes visita o local do desastre, mas preferiu não falar com a imprensa. Ele deve se dirigir ao centro de operações da prefeitura, após concluir sua visita.

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